Greve dos bancários começa forte em Pernambuco com 192 agências paradas

A greve dos bancários começou forte em Pernambuco nesta quarta-feira, dia 29. Ao todo, 192 agências foram fechadas, o que representa 50% de paralisação e mais de 5 mil trabalhadores em greve.

A mobilização foi maior nos bancos públicos, com quase 100% de adesão, mas surpreendeu nas instituições financeiras privadas, com 33 unidades paradas. Os prédios administrativos também fecharam as portas. No final da tarde, o Sindicato fez mais uma assembleia com a categoria, que aprovou por unanimidade a manutenção da greve por tempo indeterminado.

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Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a disposição de luta dos trabalhadores foi surpreendente para o primeiro dia de greve. “A quantidade de bancários que participou da assembleia que deflagrou a greve, nessa terça à noite, já foi uma mostra de que a categoria está mobilizada e quer lutar por suas reivindicações. Os próprios bancários fecharam as agências hoje, mesmo nos locais em que o Sindicato não passou. E o movimento tem tudo para crescer ainda mais nos próximos dias”, comenta.

Jaqueline ressalta que os bancários estão dando uma grande lição de mobilização para os bancos, ao manter a greve mesmo com a pressão dos gestores. Logo pela manhã, funcionários de praticamente todas as instituições financeiras receberam telefonemas da chefia convocando os empregados ao trabalho.

“A pressão e as ameaças têm sido muito grande. Os bancários têm reclamado muito. Inclusive os que estão parados na porta das agência estão a toda hora sendo assediado pelos gestores. Mas os bancários estão resistindo bravamente e estão de parabéns. Ressaltamos que qualquer assédio moral ou pressão devem ser denunciados ao Sindicato para que a gente possa agir”, destaca Jaqueline.

No Brasil

Além de Pernambuco, os bancários estão parados em todos os 26 Estados do Brasil e no Distrito Federal. Em assembleias realizadas na noite dessa terça-feira em todo o país, a categoria rejeitou a proposta de reajuste de 4,29% dos bancos, que repõe apenas a inflação, e deflagrou a greve por tempo indeterminado.

“Vamos continuar parados até que os bancos atendam nossas reivindicações. Queremos um reajuste de 11% para garantir mais um aumento real de salário pelo sétimo ano consecutivo, valorização dos pisos, PLR maior, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, proteção ao emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades e mais segurança”, afirma Jaqueline.

Conforme levantamento parcial da Contraf-CUT divulgado no começo da noite, no primeiro dia da paralisação os bancários fecharam pelo menos 3.864 agências em todas as capitais e inúmeras cidades do interior onde há presença de instituições financeiras, além de centros administrativos de todos os bancos.

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