Bancários de Pernambuco participam de Esquenta para Greve Geral

O Esquenta da Greve Geral dos bancários de Pernambuco movimentou, nesta terça-feira (20), as agências dos bancos públicos e privados das cidades de Olinda e Jaboatão dos Guararapes. O Seeb de Pernambuco visitou 12 unidades bancárias para mobilizar os trabalhadores e a população para a paralisação, que acontecerá no dia 30 de junho.

Apesar da intransigência do Banco do Brasil (BB) e do Bradesco, que tentaram impedir o ato político-cultural dentro das agências, os dirigentes resistiram e realizaram a atividade sindical. Acompanhados por trios de forró, eles apresentaram uma paródia dentro das unidades dos referidos bancos, assim como no Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste (BNB).

"Danaram a faca / na carteira de trabalho/ arrancaram teu salário/ terceirização chegou/ mas dia 30/ todo mundo vai às ruas/ pra mostrar que nossa força/ nunca se acabou", diz a letra da paródia, que também faz críticas ao governo ilegítimo de Michel Temer.

Para a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, o ato desta terça-feira serviu para conscientizar a população sobre os riscos de perda de emprego. “Nós usamos a temática do São João para fazer uma paródia e ao mesmo tempo provocar a reflexão dos trabalhadores. Muitos ainda não sabem que a reforma trabalhista, por exemplo, ameaça a todos. Eles acham que o projeto só atingirá uma parte da categoria, então foi muito importante poder reforçar esse fato e ressaltar a necessidade de ir às ruas neste dia 30. Essa é uma luta é de todos”, convoca.

Durante as visitas, a diretora da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras no Nordeste (Fetrafi/NE), Tereza Souza, destacou os prejuízos que representa a reforma trabalhista. "Só com luta vamos barrar esse desmonte perverso contra os nossos direitos. A reforma trabalhista altera mais de cem artigos e nenhuma dessas mudanças beneficia os trabalhadores", alerta.

Além da reforma trabalhista, a proposta de reforma da Previdência e a Lei da Terceirização foram criticadas pelos dirigentes. "Motivos não faltam para pararmos no dia 30 de junho. Precisamos defender os nossos empregos, salários, férias e todos os direitos conquistados na CLT. O governo Temer perdoa dívidas bilionárias dos bancos, que continuam demitindo, e quer cobrar dos trabalhadores", denuncia o diretor Flávio Coelho.

Os clientes e usuários do sistema financeiro demonstraram indignação com as medidas que o governo intenta impor. O padre Rocha, 80 anos, declarou apoio ao movimento. "As medidas são opressoras e a massa está sendo triturada. Esse governo está massacrando a população. Sou professor universitário e a minha luta também é pela garantia dos direitos dos trabalhadores", afirma.

Na ocasião, o Sindicato fez panfletagem convocando os bancários para a Assembleia Geral Extraordinária que acontecerá amanhã (21), às 19h, na sede da entidade, para deliberar sobre a participação da categoria no movimento paredista do dia 30. "É melhor perder um dia de trabalho que todos os direitos que conquistamos com muita luta. Vamos dizer para o governo e o Congresso que não aceitamos retrocessos", ressalta a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano.

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