Após mobilização, Santander responde e Contraf-CUT defende novas eleições

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Um dia após a mobilização dos bancários em todo país contra a farsa eleitoral no SantanderPrevi, ocorridas na terça-feira, dia 1º, o Santander enviou ontem carta respondendo ao documento enviado no dia 21 de janeiro pela Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp. O banco afirma que o processo eleitoral está de acordo com a legislação vigente e sinaliza com a marcação de uma reunião para discutir o tema na próxima semana, isto é, depois do término da votação que acaba nesta sexta-feira, dia 4.

Clique aqui para ler a íntegra da carta-resposta do Santander.

A Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp enviaram nesta quinta-feira, dia 3, uma nova correspondência ao banco. “Expressamos a nossa contrariedade diante da postura intransigente do banco espanhol em não dialogar com o movimento sindical sobre o processo eleitoral do SantanderPrevi, descumprindo o compromisso assumido e registrado em ata de reunião do Comitê de Relações Trabalhistas, em 18 de maio de 2010, e a palavra empenhada pela superintendente de previdência privada do Santander, Maria Cristina Carvalho, durante reunião em 29 de julho de 2009 na Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência Social”, destaca o documento.

Clique aqui para ler a íntegra da nova correspondência das entidades.

“Consideramos que as eleições em andamento não estão de acordo com a legislação vigente, que assegura um terço das vagas nos conselhos deliberativo e fiscal para os participantes dos fundos de pensão. Não é possível aceitar que a patrocinadora efetue a inscrição de dez candidatos, às escondidas, e depois informe cerca de 40 mil participantes para que escolham dentre esses nomes os seus representantes. Esse processo é, pois, ilegal, antidemocrático e desrespeitoso com o conjunto dos participantes, que são impedidos de se candidatar e votar em candidatos que apresentem propostas e compromissos para garantir uma boa gestão e zelar pelo patrimônio do SantanderPrevi”, ressalta a carta das entidades.

Ao final, as entidades reafirmam as reivindicações dos trabalhadores. “Reiteramos a nossa reivindicação de suspensão imediata das eleições em andamento e renovamos a nossa disposição de dialogar, visando a construção de um novo processo eleitoral, com democracia e transparência, para garantir a participação e a representação de fato e de direito dos participantes do SantanderPrevi”, conclui o documento.

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