Sindicato fecha agência do Itaú em Timbó (SC)

Ação foi um protesto contra a demissão de metade dos funcionários da agência
Foto: Seeb/Blumenau

O Sindicato dos Bancários de Blumenau e Região, em Santa Catarina, fechou a agência do Itaú da cidade de Timbó nesta segunda-feira (14) em protesto pela demissão de dois dos quatro funcionários que trabalham no local.

A agência é a única do Itaú no município, que possui aproximadamente 42 mil habitantes, informou o sindicato em nota publicada em seu site.

Além do Itaú, a cidade possui três agências de outros bancos e cinco cooperativas de crédito.

Demissões e fechamento de agências

Em 2019, até o dia 6 de maio, o Itaú havia fechado 77 agências no país. Na ocasião, o informou que fecharia mais 57 agências até dia 3 de junho. As informações foram passadas pelo próprio banco durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) no dia 7 de maio, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo.

O banco informou na ocasião que, nas 35 agências fechadas até 15 de abril, 112, dos 122 funcionários da área operacional foram realocados. Os outros 10 foram desligados, segundo o banco, por problemas na performance.

Ao final do primeiro semestre, haviam sido fechadas 214 unidades, envolvendo 4.226 funcionários. Segundo o banco 94% deles foram realocados.

A Contraf-CUT elaborou um boletim específico (Itaunido) sobre o assunto e sindicatos de todo o país fizeram protestos contra o fechamento de agências e as demissões.


“A informação é preocupante não apenas para os trabalhadores, mas também para os clientes e para a sociedade como um todo. Os trabalhadores correm o risco de ficarem sem emprego e os clientes correm o risco de ficarem sem atendimento. A cada dia que passa é maior o número de bairros e mesmo cidades sem nenhuma agência bancária”, observou na ocasião o dirigente da Contraf-CUT e coordenador da COE do Itaú, Jair Alves.

“As pessoas precisam se deslocar por grandes distâncias até encontrar uma agência bancária. Isso também prejudica a economia das cidades e bairros que ficam sem agência. As pessoas, até por questão de segurança, fazem as compras onde sacam o dinheiro. O comércio destas cidades mingua”, explicou.

Mesmo diante de protestos e de cobranças da COE, o banco continuou com sua política de demissões. No final de julho lançou um PDV, que levou à demissão de milhares de bancários.

Fonte: Contraf-CUT

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