Para os banqueiros não há crise, mostra o próprio relatório anual da Febraban

É de R$540,8 bilhões o patrimônio líquido do setor bancário em 2015, conforme o relatório anual da Federação Brasileira dos bancos (Febraban). O resultado do ano passado registra crescimento de 25,6% em relação a 2012, quando o montante também chegou ao extraordinário resultado de R$430,5 bilhões. Números que comprovam: para o setor bancário não há crise. Números que evidenciam: o setor mais rico do país tem total condições de atender às reivindicações dos bancários, com propostas que permitam resolver a greve nacional sem perdas para os bancários e bancárias.

Enquanto o patrimônio dos banqueiros cresce em disparada, a Fenaban se recusa a atender as demandas dos trabalhadores e a valorizar os bancários ao insistir nos 7% de reajuste nos salários e abono de R$ 3,5 mil, não cobrindo, sequer, as perdas inflacionárias do período.

Transações com cartões

Mesmo cobrando taxas exorbitantes no cartão de crédito, com juros de 475% ao ano, as transações bancárias, com o chamado dinheiro de plástico, sobem a cada dia. Entre 2012 e 2015, houve um crescimento de 40,7% neste tipo de operação. O valor das transações também subiu bastante, 50% no mesmo período, alcançando R$ 1,06 bi em 2015, quando também houve crescimento de 6,6% no saldo das operações de crédito total.

O relatório anual da Febraban ainda revela que em 2015 o total de consumidores com relacionamentos ativos no sistema financeiro chegou a 143,6 milhões. Número 43,6% maior do que o registrado em 2012, com 127,6 milhões de consumidores.

O volume total das operações de crédito bancos em 2015 foi R$ 3,2 trilhões, crescimento de 35,4%, em relação à 2012.

Spread bancário

Outro destaque da Febraban são os spreads do sistema financeiro, os quais subiram 3,8 pontos percentuais em 2015, em relação à 2014, alcançando 18,7% ao ano. O spread, simplificando, é a diferença entre o que banco cobra para emprestar recursos e o que paga para tomá-los emprestado. O spread bancário no Brasil é muito maior do que se comprado a outros países, como a China, por exemplo, onde está em torno de 2,9%.

Extraído do Relatório Anual FEBRABAN-2015 (pág.9)

 

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