Mobilizar para a greve geral do dia 14 e ampliar a campanha em defesa dos bancos públicos

Essas foram as duas orientações que resultaram do debate da mesa de abertura da 12ª Conferência dos Bancários do Centro-Norte, que está sendo realizada em Brasília
Fotos e montagem: Fetec-CUT/CN

Os bancários da região Centro-Norte precisam intensificar a mobilização da categoria e somar esforços com outras categorias de trabalhadores para realizar uma Greve Geral muito forte no dia 14 de junho, cujo êxito é a única possibilidade de barrar a reforma da Previdência e a política de destruição do país implementada pelo governo Bolsonaro. Da mesma maneira, a Fetec-CUT/CN e os sindicatos têm um papel imprescindível a desempenhar na defesa dos bancos públicos, entre outras razões, porque, na região Centro-Norte estão sediados três grandes instituições públicas federais e duas estaduais.

Essas foram, em síntese, as recomendações que resultaram do debate na manhã de quarta-feira (5), ao final da primeira mesa, que discutiu conjuntura nacional e defesa dos bancos públicos, no primeiro dia da 12ª Conferência Regional dos Bancários da Fetec-CUT/CN, que está sendo realizada em Brasília.

A exposição sobre conjuntura foi feita pela presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A dos bancos públicos foi conduzida pelo presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

“Temos um governo fascista que ataca os direitos dos trabalhadores e está desmontando todas as políticas sociais, entregando a soberania nacional e não tem projeto de nação. Tem uma política econômica recessiva, com aumento do desemprego e previsão do PIB cada vez mais pra baixo. Por isso, cada vez mais encontra resistência. Nosso desafio é acentuar a insatisfação e acumular forças”, propôs Juvandia ao analisar a grave conjuntura do país.

“O Comando Nacional orientou os sindicatos a fazerem assembleias em todo o país para discutir e aprovar a participação na Greve Geral. Porque ela é muito importante. Bolsonaro ainda não tem maioria para aprovar a reforma da Previdência, mas ele está comprando votos. A mobilização dos trabalhadores é a única forma de barrar a política de destruição de Bolsonaro”, acrescentou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

No debate que houve na sequência da apresentação, o presidente da Fetec-CUT/CN ressaltou a gravidade dos desafios urgentes que a sociedade brasileira enfrenta, porque “se a Previdência for destruída e os bancos públicos privatizados, não tem depois como fazer essa reconstrução” em um curto período de tempo.

Juvandia lembrou ainda a importância que o Congresso Nacional da CUT, que será realizado em agosto, passa a ter diante dessa conjuntura.

Mostrar para a sociedade a importância dos bancos públicos

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, advertiu para a necessidade urgente de o movimento sindical desenvolver uma estratégia para dialogar com a sociedade e convencê-la da importância de defender os bancos públicos.

Um dos instrumentos para isso foi produzido pela Fenae e apresentada por Jair na Conferência Regional, que é um estudo sobre a presença marcante e os investimentos dos bancos públicos em cada estado da região Centro-Norte.

O levantamento mostra, por exemplo, que 100% dos financiamentos imobiliários e 81,7% de todas as operações de crédito no Mato Grosso são efetuados pelo Banco do Brasil, pela Caixa ou Banco da Amazônia. Ou que 87% da população do Acre recebe Bolsa Família pela Caixa. Números parecidos, com variação pequena para cada estado, ocorrem em toda a região.

“Ou seja, praticamente não existe financiamento imobiliário ou para o desenvolvimento regional por parte dos bancos privados. Se os bancos públicos forem privatizados, haverá um enorme impacto nessa região e aumentará as desigualdades sociais e a pobreza. Precisamos mostrar essa realidade para as populações desses estados, realizando audiências públicas nas assembleias legislativas, nas câmaras municipais e ocupando todos os espaços, o que é uma forma essencial para pressionar os eleitores dos parlamentares que eventualmente tomarão essas decisões no Congresso Nacional”, disse o presidente da Fenae.

A Conferência segue com sua programação até sexta-feira. Na sequência a Fetec-CUT/CN realizará sua Assembleia Geral Ordinária.

Fonte: Fetec-CUT/CN

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