Luta que manteve Saúde Caixa em ACT se renova no 35º Conecef

A mobilização e a luta em defesa de um dos maiores planos do país no modelo de autogestão tornaram-se cada vez mais necessárias e importantes após a intervenção da ANS na Cassi

O Saúde Caixa é um dos principais eixos de debates do 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), que acontece nos dias 1º e 2 de agosto. A mobilização e a luta em defesa do Saúde Caixa tornaram-se cada vez mais necessárias e importantes após a intervenção da ANS na Cassi, instaurando o conselho fiscal na caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil.

Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a manutenção do Saúde Caixa nos últimos anos em Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é uma importante conquista dos empregados. “Agora, temos que lutar pela transparência e para ter acesso às informações que formam o relatório atuarial da Caixa, que quer aumentar o custo aos trabalhadores. Por isso, os empregados devem estar cada vez mais mobilizados para lutar e resistir na defesa da Caixa e de seus direitos.”

O Saúde Caixa, diferente da Cassi, que é uma caixa de assistência e tem CNPJ próprio, tem sua gestão centralizada no banco. O modelo, resultado da negociação entre os trabalhadores e a Caixa, não pode ser destruído por um governo que pretende, além de enfraquecer os bancos públicos, acabar com a autogestão de seus planos de saúde, com o objetivo de entregar as vidas cobertas às operadoras privadas. O modelo de custeio do plano vem se demonstrando positivo para os trabalhadores e sustentável por eles, mas que, mesmo assim, é preciso muita atenção e cautela.

Para Fabiana Uehara, secretária de Cultura da Contraf-CUT e representante da Confederação nas negociações com o banco, é importante que os empregados mantenham-se mobilizados. “Direitos históricos conquistados por meio de muita luta estão ameaçados, vide o caso da Cassi e as resoluções CGPAR e suas consequências nos planos de autogestão.”

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