Lucro do Banpará cresceu 19% em 2018

O Banpará teve um lucro líquido de R$ 308,2 milhões em 2018, 19% maior do que em 2017. Apesar de ter caído 0,4 pontos percentuais, a rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio líquido) do banco está entre as mais altas do Sistema Financeiro Nacional, chegando a 27,5%. A queda se deve ao crescimento de 18,8% do Patrimônio Líquido do banco em doze meses, tendo superados os R$ 1,2 bilhão em dezembro de 2018. A análise foi realizada pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

As despesas com funcionários cresceram 27,3%, totalizando R$ 418,4 milhões, enquanto as receitas de prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 22,7%, atingindo R$ 113,7 milhões. O Banco não mencionou o número de funcionários com o qual encerrou o ano.

O banco encerrou 2018 com duas agências e um total de 45 postos de atendimento a mais do que em 2017. A rede cobre, atualmente, 100 municípios do estado do Pará.

Uma particularidade do Banpará é que, diferentemente dos demais bancos, ainda se observa uma participação significativa de transações realizadas pelos clientes nas agências (55% do total). Contudo, houve queda de 6,3 pontos percentuais nessa participação. Em 2017, elas correspondiam a 61,3% do total. As transações via terminais Saque e Pague, Mobile e Internet Banking PJ cresceram, respectivamente, 45,3%, 39,7% 28,5%.

Carteira

A carteira de crédito atingiu R$ 4,237 bilhões, com um crescimento de 10,4% em doze meses. O segmento comercial pessoa física (PF) teve saldo médio de R$ 4,234 bilhões (99,9% do total da carteira), com alta de 10,5%. Os empréstimos consignados representam quase 73,3% da carteira PF. O segmento pessoa jurídica (PJ) caiu 50,1%, totalizando apenas R$ 2,8 milhões (0,07% do total da carteira). A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias foi de 1,86%, bem abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional (2,9% em dezembro de 2018). As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD’s) caíram 38,7%.

Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise elaborada pelo Dieese.

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