Funcionalismo do BB no Rio aprova greve de 24 horas no dia 30

O funcionalismo do Banco do Brasil, em assembleias em todo o país, deliberarão sobre a realização de greve por 24 horas na próxima terça-feira, dia 30. A assembleia do Rio de Janeiro ocorreu na quinta-feira (25) e aprovou a paralisação indicativamente, com uma nova assembleia na próxima segunda-feira (29), às 18h30, para ratificar a decisão. Ocorrerá novamente no auditório do Sindpd (Avenida Presidente Vargas, 502, 13º andar).

A greve será feita em protesto contra os ataques aos direitos conquistados com muitas greves na última década e que o BB retirou num só golpe com a implantação do plano de funções comissionadas, que elimina efeitos das conquistas de 36% de aumento real no piso e 16% de aumento real nas gratificações de funções e verbas internas. O plano reduz ainda as gratificações de funções em até 80% e elimina a percepção da conquista da carreira de mérito.

Autoritarismo e ameaça

Na quinta-feira (25) o presidente e os vice-presidentes do Banco do Brasil mandaram publicar um boletim pessoal incitando os funcionários a comparecerem às assembleias sindicais para rejeitar a greve de 24 horas do dia 30. A mensagem pessoal não disfarça seu objetivo autoritário, mandando os funcionários refletirem sobre o plano de funções e a atividade convocada pelos sindicatos.

Depois, o boletim do banco arranca a máscara para ameaçar sindicatos e funcionários, dizendo que vai combater o direito de greve e de livre manifestação garantidos pela Constituição Federal. E termina truculento, dizendo que não negocia o plano de funções definido pela direção do banco, sugerindo que os 120 mil funcionários devem calar a boca e aceitar o plano porque ele é maravilhoso.

A greve de 24 horas será uma resposta à ditadura que se implantou no banco e um ato em defesa da dignidade de cada um dos funcionários do BB. O funcionalismo não aguenta mais tanta pressão e vão parar dia 30 para fazer a empresa negociar mudanças no plano de funções e para protestar contra a política de relações desumanas da direção do Banco do Brasil.

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