Empregados participam de Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa

Mobilização nacional foi mantida mesmo depois do cancelamento do leilão da Lotex
Em São Paulo, bancários se mobilizaram em frente à Bovespa

Os empregados da Caixa de todo o Brasil realizaram atos, nesta terça-feira (28), para marcar o Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa. Durante o dia, eles tiveram a oportunidade de esclarecer para os clientes e à população as medidas que visam o fatiamento e desmonte do banco público. A mais eminente delas é a venda de participações nas áreas de loterias. O leilão da Loteria Instantânea (Lotex) estava marcado para ocorrer nesta terça-feira (28), na Bovespa a partir das 10h, mas foi cancelado no final da tarde de segunda-feira (27).

“O cancelamento é uma vitória da classe trabalhadora e do povo brasileiro. O leilão da Lotex seria um crime. A privatização de alguns setores do banco visa única e exclusivamente o enfraquecimento da Caixa. O governo já deixou clara a sua intenção de privatizar todas as empresas públicas. Nosso chamamento é em defesa da Caixa, é em defesa dos bancos públicos, é em defesa das empresas públicas e em defesa do patrimônio público e da soberania nacional”, afirmou Sérgio Takemoto, Secretário de Finanças da Contraf-CUT e Empregado da Caixa.

Antes do cancelamento, o leilão foi adiado seis vezes. A primeira tentativa de realizar o certame foi em julho de 2018, mas não houve interessado. A disputa, então, foi postergada para o final de novembro, depois para fevereiro, março, abril e maio deste ano. E agora, sem data prevista. A Justificativa foi a falta de interessados.

“Apesar do cancelamento do leilão da Lotex, as atividades são importantes para reforçar a campanha em defesa da Caixa 100% pública e com todos os seus serviços realizados. Estamos ampliando a conscientização e mobilização dos empregados e de toda a sociedade da importância da Caixa para o Brasil. Não vamos arredar o pé dessa luta”, garantiu Fabiana Uehara Proscholdt, secretária de Cultura da Contraf-CUT e representante da entidade na mesa de negociações com a Caixa.

Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, é importante manter a mobilização pois o governo federal, na verdade, está preparando a privatização da operação das loterias. “O objetivo deixou de ser só a privatização da Loteria Instantânea. Agora se trabalha com a expectativa da privatização do conjunto das loterias”, explicou.

Para vender a lotex a todo custo, o governo está reduzindo o montante a ser arrecadado com o leilão. Em 2016, quando a venda da loteria instantânea foi cogitada, estimava-se arrecadar até R$ 4 bilhões; no primeiro edital, em 2017, com concessão de 25 anos, o valor mínimo estava em quase R$ 1 bilhão, mas este valor foi reduzido com o lance mínimo passando para $ 642 milhões em 15 anos de concessão.

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, lembrou que de 2011 a 2016, as loterias arrecadaram R$ 60 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões (45%) foram de repasses sociais. Em 2017, foram R$ 13,88 bilhões arrecadados e R$ 6,44 bilhões transferidos. “Esses recursos são fundamentais para o Brasil. Eles ajudam a subsidiar programas para educação, cultura, segurança e saúde. A iniciativa privada, com certeza, não vai suprir a lacuna que ficará nessas áreas. Estamos mobilizados em defesa da Caixa 100% pública e em defesa do Brasil.”

Entre as iniciativas que recebem recursos das Loterias Caixa, destacam-se o Programa de Financiamento Estudantil (FIES), Fundo Nacional de Cultura (FNC), Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) e Fundo Nacional de Saúde (FNS). Na área do esporte nacional, os repasses são feitos para o Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro, Comitê Paralímpico Brasileiro, clubes de futebol e Confederação Brasileira de Clubes.

O edital do leilão da Lotex prevê corte nos repasses de verbas para os programas sociais. A transferência de recursos que em 2018 foi de 39% cairá drasticamente para 16,7%, se a venda for efetivada.

No ano passado, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 13,9 bilhões, dos quais R$ 5,4 bilhões (39% do total) foram transferidos para programas sociais.

Veja como foram as atividades pelo Brasil:

São Paulo

Curitiba

Porto Alegre

Maceió

Cornélio Procópio

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