CUT e centrais sindicais ocuparão Brasília pela redução da jornada sem redução salarial, fim da escala 6x1 e outros direitos
Movimento Sindical
Manifestação reforça série de reivindicações construídas coletivamente por representantes de todas as categorias do país e que serão entregues aos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado
Representantes sindicais de todas as categorias do país se preparam para ocupar Brasília na próxima quarta-feira, 15 de abril, com a Marcha da Classe Trabalhadora. A Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e entidades filiadas também participarão dos atos na capital do país.
A marcha será precedida pela Plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT), em frente ao Teatro Municipal, onde os representantes de categorias de todo o país apresentarão o documento de reivindicações construído coletivamente, no Fórum das Centrais Sindicais.
Em seguida, os manifestantes seguirão em marcha rumo à Esplanada dos Ministérios, para entregar o documento ao presidente Lula e aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
“Os grandes carros-chefes dessa marcha, os pontos mais importantens, são a redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6x1. Também estamos lutando para que os trabalhadores de aplicativos tenham direitos. Outro ponto importante é a ratificação da Convenção da OIT 151, que garante o direito de negociação coletiva para o servidor público”, explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A dirigente destaca também que o documento único de reivindicações é uma atualização da pauta aprovada no CONCLAT 2022. “Desde então, a cada ano, as propostas são atualizadas, sempre a partir de um amplo debate com todas as categoriais. E, graças a essa estratégia de unidade na construção de reivindicações e pressão social, conseguimos avançar significativamente”, observa a Juvandia, completando que, dos 63 itens estabelecidos no CONCLAT DE 2022, cerca de 70% foram implementados pelo governo federal ou encaminhados ou estão em tramitação no Congresso Nacional, como:
- Política de valorização do salário-mínimo;
- Política de igualdade salarial entre mulheres e homens;
- Retomada e ampliação do Bolsa Família;
- Recuperação da participação sindical nos espaços institucionais;
- Política de combate à fome e à pobreza;
- Correção da tabela do Imposto de Renda;
- Reforma tributária - isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil;
- Medidas para reduzir o endividamento produtivo e industrial;
- Crédito às pequenas empresas.
O documento atualizado para este ano contém, agora, 68 itens, incluindo:
- Redução da jornada sem redução salarial;
- Fim da escala 6x1;
- Combate à pejotização;
- Regulamentação do trabalho por aplicativo;
- Fortalecimento das negociações coletivas;
- Combate ao feminicídio; e
- Direito de negociação aos servidores públicos.
A Marcha da Classe Trabalhadora integra um plano de ação maior, articulado com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. "Até essa data, que simboliza a luta histórica por direitos da classe trabalhadora, as organizações sindicais seguirão com atividades culturais, sociais, políticas e formativas, em todas as regiões do país, para fortalecer as reivindicações e bandeiras de luta", pontua Juvandia Moreira.
Programação
O que: Marcha da Classe Trabalhadora 2026
Quando: 15 de abril
Onde: Estacionamento do Teatro Nacional, Brasília (DF), com marcha até a Esplanada dos Ministérios
Horas:
* 8h – Concentração
* 9h – Plenária da Classe Trabalhadora
* 10h30/11h – Início da marcha
