Contraf-CUT reúne-se com banco Itaú para negociar a renovação do Acordo Marco

Documento foi firmado entre a UNI Global Union e o banco e vencerá em 31 de dezembro

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e outros representantes da UNI Américas se reuniram, na terça-feira (30), com a direção do banco Itaú para negociar a renovação do Acordo Marco da UNI Global Union, que vencerá em 31 de dezembro.

O Acordo Marco é um documento que recomenda princípios e objetivos mínimos a serem aplicados a todas as sucursais do Itaú Unibanco no continente americano.

“Nos últimos anos, o sistema financeiro vem tendo mudanças que são impulsionadas por fatores de liberalização, mudanças de mecanismos de regulação orientadas pela competitividade e novas formas de tecnologia de informação e comunicação”, afirmou Roberto von der Osten, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT.  “Por isso, o movimento sindical passou a propor aos bancos internacionais, acordos que tragam garantias gerais para que a atuação deles siga padrões que respeitem direitos humanos e trabalhistas, em conformidade com as legislações específicas dos países onde atuam”, completou.

Também foi proposto ao Itaú a assinatura de um aditivo ao Acordo Marco – uma declaração conjunta firmada entre sindicatos e banco – que trata de venda responsável de produtos e serviços aos clientes, demarcando patamares éticos para a prestação de serviços financeiros.

O banco Itaú vai avaliar a proposta e dar sua posição aos trabalhadores até o final de agosto, quando acontecerá uma nova reunião. Mas, acenou com provável aceitação dos termos.

O movimento sindical foi representado por Márcio Monzane, diretor regional da UNI Américas; Horácio Sartori, coordenador da Rede Sindical Internacional do Banco Itaú e dirigente da Associación Bancária da Argentina; Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização de Empresa (COE) Itaú; Mauri Sérgio Martins de Souza, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT; e Hernan Parra, dirigente da UNEB e Itaú Corpbanca Colombia.

Fonte: Contraf-CUT

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