Banco do Brasil quer reforçar capital para atender demanda por crédito

Agência Estado

As recentes captações feitas pelo BB (Banco do Brasil) e a oferta de ações anunciada na semana passada têm como objetivo reforçar a base de capital da instituição financeira, que foi pressionada após o forte aumento do crédito em 2009 e as aquisições realizadas (Nossa Caixa e 50% do Banco Votorantim). “Queremos retornar ao nível de Basileia acima de 15%”, afirmou o vice-presidente de Finanças, Ivan Monteiro.

O índice de Basileia mede a capitalização de uma instituição financeira e, quanto maior, maior a capacidade de um banco emprestar. No Brasil, esse indicador deve ser de no mínimo 11%. A do BB era de 13,7% ao fim de dezembro.

O executivo afirma que é necessário fazer o reforço de capital para atender à procura por crédito e investimento esperada para 2010. “Se o crescimento da economia vai ser grande, vamos ter maior demanda por capital de giro e também para atender os investimentos que foram postergados durante o período da crise”, explicou. A instituição espera que o total de empréstimos em 2010 apresente expansão entre 18% e 23%, ante a alta de 33,8% verificada no ano passado.

O BB informou ainda que irá emitir 286 milhões de novas ações. Essa emissão servirá para reforçar o nível de Basileia. Além disso, será feita oferta secundária para que o BB atinja o free float (fatia de ações em circulação no mercado) mínimo de 25% para atender às regras do novo mercado. Ao fim de dezembro, o total de papéis do banco no mercado era de 21,8%.

O processo de reforço do nível de Basileia não teve início agora. No segundo semestre do ano passado, quando o indicador ficou abaixo dos 15%, o banco realizou emissão de dívida subordinada de R$ 1 bilhão e outra de bônus perpétuos no Exterior de US$ 1,5 bilhão.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram