Bancários realizam atos em defesa dos bancos públicos em João Pessoa

Trabalhadores alertam população para evitar qualquer retrocesso

Os bancários realizaram na manhã desta quarta-feira (22) atos em frente à agência Praça 1817, do Banco do Brasil, e da agência Cabo Branco, da Caixa Econômica Federal, em João Pessoa, reforçando a defesa das instituições financeiras públicas, com a participação da CUT Paraíba e de outros sindicatos.

A atividade, que é de âmbito nacional, teve início em frente ao condomínio do Banco do Brasil, de onde os bancários seguiram para a agência da Caixa, portando balões e faixas. O objetivo foi mostrar à população o risco representado por um projeto de governo que reduz a atuação dos bancos públicos, levando-os consequentemente a um processo de privatização, como aconteceu em um passado não muito distante.

Em entrevista ao Instituto Liberal, o economista Armínio Fraga defendeu a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que em relação aos bancos públicos não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”. Ele ficou famoso por ser o principal executivo do megaespeculador George Soros.

Armínio Fraga, que hoje é sócio de uma subsidiária do banco norte-americano JP Morgan na Gávea Investimento, recentemente declarou que “o salário mínimo está muito alto” no Brasil e que “um certo nível de desemprego é saudável”. O pior de tudo isso é que ele é cotado para por tudo isso em prática pelo governo neoliberal que quer voltar ao comando dos destino dos brasileiros.

Banco do Brasil

Durante o ato, os participantes ressaltaram que, sem o aumento da oferta de crédito do BB para a agropecuária, a agricultura familiar, para empresas e consumidores, o Brasil não teria saído da crise de 2008 muito mais rápido que qualquer outro país do mundo.

Ressaltaram também o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é desenvolvido pelo banco, oferece crédito ao agricultor familiar e tem como objetivo fortalecer suas atividades, aumentando a produção e a renda de milhares de famílias. Nos últimos 12 anos, o programa chegou a todo o Brasil e teve seu volume de crédito multiplicado em mais de dez vezes, saltando de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 para R$ 24,1 bilhões em 2014/2015.

Caixa Econômica Federal

A Caixa é um patrimônio de todos os brasileiros e é fundamental para o país que ela continue assim, 100% pública e mais forte a cada dia. Daí o repúdio dos bancários e dos movimentos sociais à proposta que coloque isso em risco. Na corrida à sucessão presidencial já está muito bem definido quem vai fortalecer e quem vai destruir o banco público.

De 2003 para cá, a Caixa saiu de pouco mais de 2 mil agências para 4 mil. O número de empregados também quase dobrou, indo de 55 mil para 100 mil. Os investimentos em financiamento habitacional aumentaram 10 vezes, chegando a R$ 270,4 bilhões no ano passado. Claro que ainda há muito no que avançar, principalmente nas relações de trabalho. Mas temos que seguir em frente, e não apostar em um projeto que já deu errado lá atrás. Esse foi o alerta dos bancários e de outros sindicalistas que participaram do ato público.

Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, relembrou tudo de ruim que os bancários passaram, entre 1995 e 2002. “Foram anos de muito sufoco, arrocho salarial, perda de direitos, demissões sem justa causa, adoecimentos e suicídios. E nós não queremos nem podemos permitir a volta dessa realidade cruel. Nem o país, nem o povo brasileiro querem essa situação, nem o fim dos bancos públicos. Muito pelo contrário, queremos o fortalecimentos da instituições financeiras públicas e voltadas para o financiamento do desenvolvimento”, finalizou.

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