Bancários protestam contra implantação da reforma trabalhista no Itaú

Diretores do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região se mobilizaram, nesta quinta-feira (1), na agência do Itaú, na Rua Cândido Mariano, depois do banco informar que as homologações serão feitas nas agências bancárias e não mais nos sindicatos, como antes previsto pela CLT.

O movimento, de âmbito nacional, faz parte de uma série de mobilizações contra a implantação da reforma trabalhista nos bancos e tem como objetivo lutar pela manutenção dos direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores. Os dirigentes sindicais entregaram um documento informativo específico aos bancários do Itaú e uma carta aberta aos clientes para conscientizar os prejuízos que essas mudanças trarão.

Segundo o presidente do SEEB-CG, Edvaldo Barros, o banco não negociou ou dialogou com o sindicato ou com a classe trabalhadora sobre a nova medida. “Queremos cobrar que o banco respeite nossos direitos e que não implante a reforma trabalhista que trará prejuízo aos trabalhadores. Precisamos que as homologações continuem sendo feitas no sindicato para que possamos dar um amparo e uma assistência legal aos trabalhadores”, afirmou.

Com o acordo de dois anos, firmado na campanha de 2016, os bancários possuem vários direitos garantidos, porém, somente até o dia 31 de agosto de 2018. Por isso, as negociações para a próxima Campanha Nacional já foram iniciadas com os bancos. A criação do Centro de Realocação e Requalificação Profissional, previsto na cláusula 62 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, é uma delas. No Itaú, os trabalhadores criarão um grupo para monitorar o andamento das realocações e requalificação, como já aconteceu após a incorporação do Unibanco.

“É importante para nós que o banco estabeleça um canal de negociação com os representantes dos trabalhadores. O movimento sindical está organizado, mas infelizmente os bancos através, da Fenaban, tem se negado a realizar essas negociações. Estamos aguardando, enquanto não houver uma resposta positiva das instituições financeiras, vamos continuar nos mobilizando e lutando contra qualquer situação maléfica aos trabalhadores”, ressaltou Edvaldo.

Para a dirigente sindical e funcionária do Itaú, Ana Lúcia Barbosa, essa mudança da homologação pode causar muito prejuízo para o bancário. “Nós, como trabalhadores, somos leigos diante de leis, é claro que o sindicato buscará estar presente nas homologações, porém vemos isso como um retrocesso para as conquistas que tivemos no movimento sindical. O bancário precisa de um profissional que possa orientá-lo daquilo que lhe é de direito, o que não acontecerá se for realizado nas agências”, completou.

 

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