Bancários de Rondônia saem das agências para protestar contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a Terceirização e por nenhum direito a menos

Sair de dentro das agências e ir para fora lutar contra as reformas nefastas do Governo Federal que objetivam acabar com a previdência social e retirar direitos dos trabalhadores conquistados em décadas de luta. Foi essa a iniciativa colocada em prática por bancários rondonienses, na manhã desta sexta-feira (31), em diversos municípios, no Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a Terceirização e por nenhum direito a menos que aconteceu, simultaneamente, em todo o país.

A concentração geral se deu em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na avenida Carlos Gomes, Centro de Porto Velho, onde funciona a agência Madeira-Mamoré (a maior do Estado) e a Superintendência Regional do banco. No local, dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) se uniram a empregados da Caixa (e de outros bancos públicos e privados) para um ato de protesto que retardou em uma hora a abertura da agência.

Munidos de carro de som, roupas pretas (em alusão à morte dos direitos trabalhistas) os bancários deixaram bem claro sua indignação com as medidas anunciadas, propostas e fortemente defendidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e que representam ataques velados aos trabalhadores em geral, a exemplo da terceirização sem limites (recentemente aprovada pelos aliados do governo), pela reforma da previdência e reforma trabalhista.

O ato, convocado pela CUT, Confraf e federações, foi o primeiro passo rumo à construção nacional da Greve Geral, agendado para o dia 28 de abril em todo o país.

"Pois eu vou sair do meu trabalho no dia 28 e vou pra rua lutar pelos meus direitos, nem que seja descontado um dia de falta ao trabalho. É melhor perder um dia de trabalho do que perder meus direitos e trabalhar o resto da vida para nem poder me aposentar", disse Alcides Filho, um dos empregados da Caixa que participaram do manifesto.

O presidente do Sindicato, José Pinheiro, foi enfático ao afirmar que as medidas que o governo Temer quer impor goela abaixo da sociedade servem apenas para matar 'a fome voraz' dos mega empresários e banqueiros, exatamente aqueles que 'patrocinaram' o golpe que permitiu a ascensão deste governo.

"Conseguimos impedir, por dois anos seguidos, a aprovação do PL 4330, mas pegaram, a toque de caixa, um projeto que estava engavetado há mais de uma década e aprovaram numa pressa jamais vista, tudo isso para permitir a terceirização e, consequentemente, precarizar o trabalho, penalizar os trabalhadores e conseguir retirar todos aqueles direitos que foram conquistados com muita luta durante décadas. Por isso não podemos ficar de braços cruzados e temos que ir para a rua, unidos, lutar contra esse monstro sedento que quer acabar com o trabalhador brasileiro", mencionou Pinheiro.

O diretor de Formação Sindical e Política do Sindicato, Cleiton dos Santos, disse que toda a categoria de trabalhadores deve estar em mobilização permanente para combater essas sucessivas ameaças aos direitos, pois somente assim é que há uma chance de impedir que este ataque sorrateiro contra os trabalhadores seja impedido.

"Vamos sair de casa, do trabalho, de onde quer que você esteja, e vamos para a rua manifestar nossa indignação e não aprovação de tudo isso aí que está acontecendo e que pode acontecer para acabar com os nossos direitos. Com a aprovação dessas medidas todos seremos atingidos, pois com a precarização do trabalho, os salários mais achatados, e com menos dinheiro girando na economia, menor será a arrecadação do governo federal e, consequentemente, menores serão os recursos para investimentos na saúde e na segurança pública. Ou seja, não é apenas uma questão de direitos, de justiça ou de economia, pois já se tornou um caso de vida ou morte. As nossas vidas, as vidas de nossos filhos e das futuras gerações", disparou.

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