Agência Centro do Bradesco em BH para em protesto contra assédio moral

Assédio fere Acordo Aditivo para Prevenção de Conflitos

Os bancários paralisaram, durante a manhã desta quinta-feira, 13, as atividades da agência Centro-465 do Bradesco, incluindo o prédio e os departamentos do banco que funcionam no mesmo local, no centro de Belo Horizonte. O ato foi realizado após denúncias de assédio moral nos locais de trabalho e, especificamente, contra o diretor regional do Bradesco em Minas Gerais, Alex Silva Braga.

Na entrada da agência, foi instalada a “Porta do Inferno” para mostrar a toda a população a vida infernal a que têm sido submetidos os funcionários.

De acordo com as denúncias, o diretor regional Alex Silva Braga vem praticando assédio moral contra funcionárias e funcionários, indo contra o Acordo Aditivo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho assinado entre o Sindicato e a Fenaban.

Além disso, o diretor regional desrespeita o código de ética do próprio Bradesco e a legislação brasileira ao exigir que gerentes realizem transações que ferem o Código de Defesa do Consumidor.

Após a paralisação, o banco aceitou marcar uma reunião às 9h desta sexta-feira, 14, na agência Centro, entre os diretores do Sindicato, o diretor Alex Silva Braga e a direção do Bradesco em São Paulo.

O funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Leonardo Marques, ressaltou a importância da mobilização para combater as práticas abusivas. “Exigimos que o Bradesco respeite seus funcionários, colocando fim ao assédio moral praticado nas agências. Bancárias e bancários têm sofrido com as pressões no ambiente de trabalho, ficando sobrecarregados e até mesmo adoecendo. O Sindicato continua em luta para impedir os abusos e o assédio moral no banco”, afirmou.

Em 2013, o Bradesco, mais uma vez, registrou lucros bilionários, frutos do esforço e empenho e bancárias e bancários de todo o Brasil. Foram cerca de R$ 12,2 bilhões de lucro líquido ajustado, o que representou um crescimento de 5,9% em relação ao número registrado em 2012. Além disso, houve crescimento de 10,8% na carteira de crédito do banco e queda na inadimplência de 0,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Mesmo assim, demonstrando total falta de responsabilidade social, o Bradesco fechou, somente em 2013, 2.896 postos de trabalho. Não bastasse a prática de assédio moral nas agências e as cobranças por metas abusivas, que sobrecarregam os trabalhadores e adoecem bancárias e bancários, as demissões, que colocaram no olho da rua milhares de pais e mães de família, vão na contramão dos demais setores da economia brasileira, que geraram mais de 1 milhão de empregos em 2013.

Em consulta realizada em 2013 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que contou com a participação de 37 mil trabalhadores do setor bancário de todo o país, 66,4% dos participantes reclamaram do assédio moral sofrido no ambiente de trabalho. O assédio e as cobranças de metas abusivas levam a jornadas extensas, concorrência perversa entre os trabalhadores e estresse contínuo dentro e fora do ambiente de trabalho.

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