Tereza Campello afirma que renda básica só é possível devido aos bancos públicos

Para ex-ministra, serviços para recebimento do auxílio emergencial só são possíveis devido à existência de políticas públicas e da rede de proteção voltada para a população de baixa renda
Crédito: Pedro Aguiar/Brasil de Fato

O governo federal anunciou nesta semana as regras e datas para o início do pagamento do auxílio emergencial para pessoas em situação vulnerável. Porém, para a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, além de ter demorado para ser implementada, essa ajuda só foi possível porque o projeto de privatização das estatais, promovido por Jair Bolsonaro e Michel Temer, não foi totalmente concretizado.

A Covid-19 tem se espalhado rapidamente pelo país e, além de causar sérios transtornos aos serviços de saúde, enfraquece a economia e prejudica os trabalhadores informais e desempregados. “A melhor medida é o isolamento, é ficar em casa. Mas, a população pobre e o trabalhador, não têm como ficar em casa se não tiver renda, principalmente aquele trabalhador que está na informalidade, que chamamos de autônomo, e o desempregado. Se essas pessoas não saem para trabalhar, elas não recebem”, disse Tereza Campello, em entrevista ao Brasil de Fato.

Para a ex-ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome, a chegada da Covid-19 ao Brasil já era prevista desde o final de janeiro, porém o governo não fez nada. “Tem uma série de medidas que já poderiam ter sido feitas, porque as pessoas estão precisando de dinheiro e as crianças já estão em casa sem merenda escolar”, disse.

Em relação ao auxílio emergencial, Tereza Campello ressaltou: “É bom lembrar que o Cadastro Único estava pronto, o Estado estava preparado para atuar em um momento como esse. Isso só aconteceu porque tínhamos política pública e uma rede de proteção voltada para a população de baixa renda”. Tereza Campello ainda avaliou que, neste momento, a importância dos bancos públicos fica ainda mais nítida. “Nós podemos pagar (auxílio emergencial) porque temos um banco público acostumado a fazer esse tipo de pagamento, e o governo queria privatizar a Caixa Econômica. Então, precisamos lembrar que a gente tem o Cadastro Único, que temos o Sistema Único de Saúde e a Caixa Econômica porque eles não tinham privatizado. Não vamos nos esquecer de que o pouco que estamos conseguindo fazer é porque eles ainda não tinham privatizado tudo”, afirmou.

Confira a entrevista completa no portal Brasil de Fato.

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