SEEBF-PI se reúne com Superintendência Regional do BB após denúncia de assédio

Foto: Seeb Piauí

O Sindicato dos Bancários do Piauí (SEEBF-PI), representado pelos diretores Arimatea Passos (presidente) e Gilberto Soares, se reuniu com o superintendente regional do Banco do Brasil no Piauí, Silvio Luís, para falar sobre clima organizacional, após denúncias de assédio em determinada agência do BB em Teresina.

O presidente do SEEBF-PI, Arimatea Passos, analisou o contexto atual e afirmou que o movimento bancário em todo o país vê com preocupação o aumento desses casos de assédio. “O sindicato se reuniu com a Superintendência para dialogar sobre isso. Nós recebemos uma denúncia e fomos visitar essa agência em Teresina e observamos que de fato está ocorrendo, pois, o conjunto dos funcionários confirmou a denúncia. Isso desperta em nós a necessidade de acompanhar mais de perto o que está acontecendo. Apesar da alta direção do banco ter canais para coibir esse tipo de situação, isso não está sendo suficiente. E nós buscamos que o respeito seja um sinalizador em todos níveis funcionais dentro da agência. Não é a cobrança por metas, mas a forma intolerante de fazê-la”.

O diretor do SEEBF-PI, Gilberto Soares afirmou que após solicitação dos funcionários o sindicato visitou a agência em questão e constatou o clima organizacional ruim e prejudicial aos funcionários. “Realizamos visitas e constatamos que essa agência tem um clima organizacional ruim. Depois dessa constatação nós procuramos a superintendência regional e expomos o problema que está ocorrendo. Não é um problema pontual, é algo que está se generalizando e a gente se preocupa, porque isso acarreta o adoecimento dos trabalhadores, além do assédio moral em si. O superintendente ficou de tomar algumas medidas e nós intensificaremos as visitas às agências”, afirmou.

Comitê contra o assédio

Arimatea Passos informou que o SEEBF-PI vai propor a criação de um Comitê Estadual de prevenção e combate ao assédio nas agências bancárias em todo o Estado. “Estamos criando no sindicato um Comitê para acompanhar essa questão do assédio, das cobranças excessivas. Esse nível de intolerância e arrogância é que prejudica o bom andamento e o clima organizacional das agências. Nossa preocupação inicial foi com o Banco do Brasil, porque a denúncia partiu de lá. Esse comitê será um canal entre os trabalhadores e o sindicato, mantendo sigilo da denúncia, para as pessoas utilizarem. E vamos acompanhar isso de perto, cobrando o respeito a todos e todas para que possamos ter um bom clima dentro do BB, assim como em todos os bancos. Passamos muito tempo sem reclamação dessa natureza, mas voltou, por isso vamos criar esse comitê para auxiliar os bancários e bancárias de todo o Estado, buscando que as pessoas trabalhem sem nenhum tipo de assédio”, afirmou Arimatea.

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