SEEBF-PI inicia programação do Outubro Rosa 2019

Agenda conta com palestras e troca de experiências

Uma corrente de afeto, coragem e superação, assim é a campanha Outubro Rosa, que trabalha a prevenção e combate ao câncer de mama. O Sindicato dos Bancários do Piauí (SEEBF-PI) mais uma vez abraça a campanha, com uma ao longo do mês, que iniciou nesta quinta-feira (03/10), com rodas de conversa com o psicólogo Ricardo Cruz, a nutricionista Cláudia Nunes e a ginecologista Antônia Maria Lucena. Além do depoimento de mulheres que superaram o câncer ou que estão em tratamento.

Com uma abordagem multidisciplinar sobre temas que afetam a saúde da mulher, a programação abordou questões sobre assédio, depressão, síndrome de Burnout, tipos de câncer e alimentação saudável.

A diretora e secretária de Mulheres do SEEBF-PI, Lusemir Carvalho, resume o sentimento desse primeiro dia de programação. “A palavra para mim, chama-se gratidão. Os profissionais fizeram palestras altamente formativas e educativas. Foram uma vivência e uma experiência únicas os depoimentos das senhoras que tiveram ou que ainda têm câncer. A gente melhora enquanto ser humano e percebe o quanto podemos ser fortes. Uma delas, inclusive, fez sessão de quimioterapia pela manhã e a noite estava aqui dando seu depoimento. Fiz uma avaliação, enquanto ser humano, do quanto somos guerreiras”, disse Lusemir.

A programação iniciou com uma peça teatral abordando a questão do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, causa de adoecimento de muitas trabalhadoras, fazendo uma conexão com tema da primeira palestra, com o psicólogo Ricardo Cruz. “O sindicato aumenta o debate ao trazer aspectos da saúde mental da trabalhadora, quando traz a preocupação sobre o assédio moral e sexual e como elas podem se proteger diante dessa situação. Não só debater a problemática da saúde mental, mas criar formas de prevenir, intervir, romper esses ciclos de assédio”, disse Ricardo Cruz.

O psicólogo ressaltou ainda que hoje as mulheres vivem sob muito mais pressão e cobranças que levam um sofrimento e consequente adoecimento. “É uma combinação. Muitas vezes o assédio leva a esse esgotamento, a uma depressão e isso impacta não só a vida dessa mulher, mas das pessoas que dependem economicamente delas. É importante entender que existe tratamento para isso, possibilidades de cuidado, acompanhamento psicológico. Para chegar nessa fase de esgotamento existem etapas, se existem etapas existem possibilidades se perceberem. Então divulgar isso no outubro rosa é muito positivo”, diz Ricardo.

A nutricionista Cláudia Nunes destaca que a informação é fundamental para uma mudança de estilo de vida mais saudável. “A alimentação tem um papel muito importante na prevenção do câncer, porque a gente sabe que além de ajudar, ela pode modular essas células que são mutadas e que vão causar o câncer. Todas essas informações são de grande valia, porque as pessoas só vão mudar seu estilo de vida e ter uma alimentação saudável, a partir do conhecimento, da informação”, disse Cláudia.

Já a ginecologista Antônia Lucena apresentou os vários tipos de câncer e formas de cuidado e prevenção, ressaltando a importância das campanhas de prevenção. “É importante conscientiza nossas mulheres de que vários tipos de câncer podem ser prevenidos e também detectados na fase muito inicial, precocemente e com isso diminuir o número de casos e de mortalidade. Desde 1998 fazemos campanhas de combate ao câncer de colo de útero, com prevenção, com isso diminuímos consideravelmente o número de casos desse tipo da doença”, informou Antônia Lucena.

Outubro Rosa no meio sindical

A secretária de Mulheres da CUT Piauí, Antônia Ribeiro comentou sobre a importância desses debates junto às trabalhadoras. “Aqui no Piauí essa campanha tem crescido muito e também no seio do movimento sindical e isso é muito importante. E o assédio moral e sexual também está sendo muito abordado no Outubro Rosa, temas relevantes para esclarecer as mulheres trabalhadoras sobre a importância de se debater esse assunto no local de trabalho, de conhecer o que temos de leis sobre o assédio, para que possamos fazer a luta mais igualitária, reivindicar e debater, porque o assédio está em todo lugar”.

Odaly Medeiros, presidente do SEEBF-PI explica que o sindicato já há algum tempo dá ênfase à campanha. “Temos buscado desempenhar um trabalho de divulgação e prevenção. Iniciamos nossa programação, que segue durante todo o mês, e nesse primeiro dia foi muito bom. Nós, bancários e bancárias, somos uma categoria que sofre muita pressão, exigência, assédio. Por isso o sindicato tem que está presente com políticas de prevenção a tudo que prejudica a saúde do trabalhador e trabalhadora”, disse Odaly.

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