Seeb Pará cobra propostas do banco sobre Covid-19

A direção do Sindicato dos Bancários do Pará esteve, na tarde desta quarta-feira (19), reunida com o diretor administrativo do BanPará, Paulo Arévalo e a assessora, Luana Ponte, para cobrar propostas de prevenção mais enérgicas e ágeis contra o Covid-19.

De acordo com a direção do sindicato, além das prevenções de higiene recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as instituições financeiras, onde há uma grande circulação diária de pessoas, precisam fazer mais, já que uma das orientações é a de evitar multidões e manter um distanciamento de 1m entre as pessoas.

“A confirmação do primeiro caso no Pará aumentou ainda mais o alerta entre a população e como forma de achatar a curva de transmissão precisamos cobrar das instituições bancárias medidas mais duras, sem prejuízo aos salários da categoria”, destaca Tatiana Oliveira, vice-presidenta do sindicato.

Para as entidades sindicais é de fundamental importância nesse momento de pandemia:

– Contingenciamento imediato no atendimento ao público nas agências do Banpará, com ocupação máxima de até 50% dos assentos da unidade, desde que seja possível manter 1 metro de distância entre as pessoas;

– Possibilitar, de imediato, o trabalho em home office, ou dispensar o grupo de risco: funcionários com mais de 60 anos, grávida, diabéticos, hipertensos, cardiopatas e imunossuprimidos. Levando em consideração que muitos dos infectados sequer apresentam sintomas da Covid-19. Na impossibilidade do trabalho em casa, dispensar, em nome da saúde pública;

– Suspensão imediata do plano de expansão do crédito imobiliário, previsto para ter início na próxima segunda-feira (23);

– Tratamento diferenciado aos clientes e usuários, evitando assim aglomeração no pagamento de governo, que terá início no próximo dia 25;

– Providenciar para caixas que atuam nos guichês: luvas, álcool em gel 70% nas baterias de caixa e máscara N95 também chamada PFF2 considerado ideal para conter a contaminação;

– Orientar os serviços gerais sobre a limpeza de todas as superfícies, com cloro ou álcool em gel, várias vezes por dia;

– Disponibilizar máscaras para clientes que estejam espirrando ou tossindo dentro das agências;

– Nas áreas de tecnologia, patrimônio e imobiliário, contingenciar ao máximo a interação presencial com pessoas que vêm de fora do Pará, utilizando recursos como vídeo conferências, ou similares;

– Viabilizar renovações cadastrais pelo 0800;

– Possibilitar a abertura de janelas para a entrada do ar natural nos locais de trabalho;

– Dentro das possibilidades, reduzir o grande volume de pagamento de boletos nos caixas humanos, redirecionando os terminais eletrônicos e internet banking;

Para a dirigente do Sindicato e funcionária do banco, Vera Paoloni, o afastamento imediato do grupo de risco é imprescindível. “Sabemos que contaminação do vírus se dá em escala exponencial e urge proteger todo mundo. Priorizar atendimento no caixa eletrônico e intensificar limpeza com cloro ou álcool em gel. É preciso proteger e logo!”, afirma.

O banco acolheu as sugestões apresentadas e garantiu dar uma resposta até amanhã (20).

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