Previ e Funcef preferem fazer investimentos em ativos no Brasil

Ainda não deve ser neste ano que os fundos de pensão vão investir em ativos no mercado internacional, possibilidade aberta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em setembro do ano passado, permitindo a aplicação de até 10% do patrimônio dos fundos em outros países.

Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal – dois dos três maiores fundos de pensão do país -, não preveem fazer este tipo de aplicação neste ano.

O plano de investimento da Funcef de 2010 permite uma aplicação de até 2% do patrimônio do fundo em ativos em outros países, mas a fundação não prevê que haverá alocações. “Ainda estamos esperando dos gestores de fundos a apresentação de produtos voltados para esse tipo de investimento”, afirma Maurício Pereira, consultor de investimentos da Funcef.

Para o executivo, o fato de a resolução do CMN determinar que esse tipo de aplicação não pode ser feita por meio de fundos exclusivos também deve impedir que as fundações façam os investimentos no exterior. “Cada fundação tem um perfil de beneficiário, então cada uma precisa de um tipo diferente de fundo”, afirma Pereira.

A Previ, maior fundo de pensão do Brasil, ainda não prevê realizar investimentos no exterior neste ano. “Os ativos no Brasil ainda pagam um montante superior à meta atuarial que temos. Portanto, ainda não há necessidade de fazer esse tipo de diversificação”, avalia André Tapajós Cunha, gerente-executivo da Previ.

Segundo ele, estudos feitos pela Previ também não mostraram que a alocação de parte do portfólio no exterior possa reduzir o risco de forma significativa. “De qualquer forma, já investimos lá fora por meio de multinacionais brasileiras, como AmBev, Brasil Foods, Embraer e Vale.”

Para este ano, a atenção da Previ a da Funcef está mais voltada à ampliação do portfólio de fundos de investimento em participações (FIPs), os chamados private equities. A Previ ampliará o capital comprometido em R$ 220 milhões, sendo que hoje são R$ 945 milhões. O foco são áreas carentes de investimentos, como biotecnologia, agronegócios e tecnologia da informação.

Sem precisar os montantes, Pereira diz que a Funcef também aumentar os aportes em FIPs, que já são 36 na carteira da fundação Um dos alvos é o setor de infraestrutura.

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