Oficina de Ferramentas para a Comunicação apresenta novas possibilidades para o movimento sindical

Evento enfatiza importância da participação dos dirigentes sindicais na criação de conteúdo digital
Oficina de Ferramentas de Comunicação

O Seminário de Formação e Organização Sindical da Contraf-CUT realizou, nesta quinta-feira (25), a Oficina de Ferramentas para a Comunicação e apresentou a importância dos novos meios de comunicação no movimento sindical, diante da atual conjuntura política.

Para o secretário geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., a abordagem do seminário segue uma nova política de formação. “Essa política está intimamente ligada com uma nova forma de dialogar com o trabalhador para que ele venha buscar os conteúdos que a gente produz”, disse.

“A ideia é levar o conceito desta oficina para todos os estados do país. É uma ótima experiência para conhecer as novas formas de comunicação com profissionais da área e mostrar para os sindicatos como funciona o processo de comunicação”, afirmou o secretário de Formação, Walcir Previtale.

De acordo com o secretário de Comunicação, Gerson Carlos Pereira, é preciso formar os dirigentes. “Precisamos que os dirigentes entendam a importância das redes sociais, que eles precisam curtir, compartilhar. Temos um número suficiente de dirigentes para fazer um grande barulho nas redes sociais”, enfatizou.

O economista e consultor político, Henrique Galdino, fez uma análise da comunicação durante as eleições políticas. “A importância da internet foi intensificada nas mobilizações pró-impeachment, com a direita trazendo marketing de mercado para a política. São modelos de negócio que estão visando o seu lucro. A rede social dá a possibilidade de segmentar e engajar um maior número de pessoas. A quebra de privacidade é assustadora e é uma coisa que veio para ficar. Precisamos saber como utilizar isso para fazer uma disputa política na rede”, disse.

Para Rafael Caliari, jornalista especializado em redes sociais, é preciso analisar os conteúdos das redes sociais. “O movimento sindical tem dirigentes que têm facilidade de gravar e mostrar para as pessoas o que um dirigente sindical faz. Ninguém sabe o que é o movimento sindical fora do movimento sindical. Precisamos formar um dirigente influenciador, que possa gravar vídeos, fazer vlogs temática, para que possamos subir lideranças no meio digital e isso não está sendo feito”, comentou.

Dentre as novas possibilidades que a comunicação traz, está o monitoramento das redes sociais, como o whatsapp, por exemplo. “O monitoramento de whatsapp consegue criar links instantâneos, fortes e engajadores com as bases dos trabalhadores.  É importante saber o que as pessoas estão discutindo e a partir dessas percepções começar a agir. Isso permite mobilizar os apoiadores do seu tema”, disse Frederico Vieira Zgur, historiador.

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