No Dia do Basta, bancários de Alagoas paralisam agências

Os bancários de Alagoas atenderam ao chamado do Sindicato e do Comando Nacional da categoria e reforçaram nesta sexta-feira (10) as manifestações do Dia do Basta, convocado pela CUT, os movimentos sociais e demais centrais sindicais para protestar contra o retrocesso político, o desemprego, a venda do patrimônio público, o desmonte das empresas estatais e a retirada de direitos dos trabalhadores, entre outros ataques promovidos pelo governo golpista e seus aliados.

O dia começou com piquete na porta das agências, sobretudo no centro de Maceió, retardando a abertura das unidades até às 11 horas. A paralisação parcial atingiu todos os bancos, públicos e privados, e também serviu de recado à federação patronal (Fenaban) sobre a disposição dos bancários em radicalizar a luta, caso não haja avanço na próxima negociação da Campanha Nacional, marcada para o dia 17. “De forma nenhuma vamos aceitar retrocesso em nossas conquistas, como estão querendo os banqueiros”, disse o presidente do Sindicato, Márcio dos Anjos.

Além de coordenar a paralisação da categoria no Dia do Basta, o Sindicato aproveitou para conversar mais uma vez com os bancários, colocando-os a par das negociações com os bancos, das ameaças feitas pelos banqueiros, dos riscos trazidos pela reforma trabalhista, e da necessidade da categoria se unir e se fortalecer para enfrentar esse novo cenário. “Estamos diante de uma Campanha diferente das anteriores, na qual cada bancário precisa ser protagonista”, afirmou o presidente do Seec-AL.

O Sindicato destacou ainda que a resistência e a luta dos bancários deve ser em conjunto com os demais trabalhadores, uma vez que o projeto dos golpistas é aniquilar direitos coletivos, e não apenas corporativos ou de categorias. Isto vem sendo feito com a reforma trabalhista, o corte de programas sociais, o congelamento de verbas para a saúde e a educação, o desmonte das empresas públicas, entre outros projetos. O próximo, que ainda não conseguiram em virtude da resistência dos trabalhadores, será a reforma da Previdência.

“O projeto deles é o Estado Mínimo, em que tudo deve ser entregue para a iniciativa privada, com o lucro sendo o objetivo de tudo. Daí a importância de nos unirmos com toda a classe trabalhadora, buscando preservar nossos direitos, as empresas públicas, o patrimônio nacional e as políticas sociais”, completa Márcio dos Anjos.

O Dia do Basta em Maceió terminou com um grande ato público no calçadão do Comércio, em frente ao antigo Produban, no qual lideranças de várias categorias repudiaram a política de retrocesso dos golpistas. Em meio a um colorido de bandeiras e faixas, os dirigentes sindicais e de movimentos sociais convocaram a  população para reagir nas eleições de outubro, votando em candidatos comprometidos com as causas e interesses dos trabalhadores  e de todo o povo brasileiro.

O Dia do Basta também foi para cobrar a libertação do ex-presidente Lula, que se encontra preso, segundo as lideranças, por perseguição política e acusações sem prova.

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