Mulheres lésbicas ganham visibilidade na luta contra a discriminação

Desafio é desconstruir o machismo instaurado na sociedade

29 de Agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. A data foi escolhida devido à realização do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, ocorrido em 1996. O evento foi organizado pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro e marcou a história pelos avanços na defesa dos direitos das mulheres lésbicas.

Ainda hoje, a desconstrução do machismo é o ponto principal da luta das mulheres, que além de driblar os obstáculos do preconceito e discriminação instaurados na sociedade, também têm de lidar com o medo e se esquivar da violência.

Reforçar a resistência contra a discriminação que a comunidade LGBTQI+ sofre é fundamental para um mundo melhor, mais justo e igualitário, de acordo com Adilson Barros, diretor da Contraf-CUT. “Infelizmente, o Brasil ainda é um dos países que mais matam LGBTQI+ no mundo. O governo atual retrocede quando o assunto é criação de políticas inclusivas e de combate à violência e discriminação. Por isso, precisamos destacar a importância do debate sobre a realidade das mulheres lésbicas no país”, afirmou.

Categoria bancária em defesa da diversidade

A categoria bancária é uma das primeiras a conquistar a inclusão de uma cláusula de combate à discriminação nos bancos e de extensão dos direitos aos casais de relação homoafetiva.

Neste ano de 2019, será realizado o 3º Censo da Diversidade Bancária, cujos resultados contribuem para a análise e promoção de ações de combate à discriminação e de igualdade de oportunidade nos bancos.

Paralelamente ao Censo, está sendo realizada uma campanha que visa a capacitação da categoria sobre o tema, com o objetivo de levar os bancários a se tornarem agentes da diversidade, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nos seus demais locais de convivência social.

“Poder desenvolver uma campanha de conscientização sobre o tema antes e durante a realização do censo é um grande avanço. Pode contribuir para a minimização do receio com as respostas e, com isso, aumentar a confiabilidade dos resultados”, afirmou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Rosalina Amorim. “Além disso, as pessoas poderão responder com maior propriedade sobre o tema”, finalizou.

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