Itaú fecha agência em Campos dos Goytacazes

Banco lucrou R$7,15 bilhões no primeiro semestre deste ano

Para os banqueiros não há crise, mas isso não significa investimento em mais empregos, mais direitos e mais agências. Ao contrário. Mesmo tendo registrado um lucro de R$ 7,15 bilhões no primeiro semestre deste ano, 11% a mais do que no mesmo período do ano passado, o Itaú segue promovendo desmonte, prejudicando trabalhadores e clientes. Na sexta-feira, 29, a agência 6865, no Centro de Campos dos Goytacazes (RJ), fechou as portas. Seus oito bancários foram transferidos para outras agências e o destino dos dois vigilantes e dois profissionais de limpeza ainda é incerto.

A agência funcionava na Rua dos Andradas, esquina com 21 de Abril. Ela existia há mais de 30 anos, quando ainda era posto pagador para aposentados do Banco Nacional. Depois o Nacional foi comprado pelo Unibanco e este pelo Itaú.

“Não são só os bancários e clientes que perdem, mas outros profissionais que atendiam a agência com serviços de manutenção, por exemplo. Não há justificativa para que os bancos fechem agências porque nenhum banqueiro pode reclamar de falta de dinheiro”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Rafanele Alves Pereira.

O sindicato está acompanhando o processo de transferência dos bancários e bancárias que trabalhavam na agência 6865. A preocupação é que ocorra demissões pelo fato de aumentar o número de funcionários em outras agências, gerando sobreposição de funções.

Movimento

Com a agência da Rua dos Andradas fechada, outras duas agências do Centro — a 0463 da Rua Santos Dumont e a 2997 da Avenida Sete de Setembro, no calçadão —ficaram lotadas na manhã desta segunda-feira, 2. 

As filas que se formaram logo de manhã mostram os transtornos causados pelo banco aos clientes e a sobrecarga de trabalho imposta aos bancários e bancárias.

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