Grupos debateram temas como reforma política e terceirização

No terceiro dia do Seminário Nacional de Estratégia do Ramo Financeiro, na sexta 22, em São Paulo, quatro grupos foram organizados para discutir e apresentar propostas sobre o tema. O grupo 1 debateu sobre Reformas e Lutas por um estado democrático. Foram discutidas, por exemplo, a implantação do distritão (voto distrital), a regulação social da mídia e um melhor uso das redes sociais pelos sindicatos.

“Temos de buscar um consenso pela manutenção do estado democrático. E debater a reforma política, que está para ser votada pelo Congresso”, afirmou o coordenador Ernesto Izumi, secretário de formação da Contraf-CUT.

O grupo 2 discutiu o sistema financeiro. Foi proposta a realização de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro independentemente do governo e dos partidos. Também a realização de seminários sobre o tema, por sindicatos.

Foram sugeridas ainda a capacitação dos dirigentes para a participação na conferência, debates sobre o papel do Bacen e do Ministério da Fazenda e discussões com a categoria sobre o papel social dos bancos.

“Também foi proposta uma representação no Conselho Monetário Nacional. Assim, teremos uma discussão com mais qualidade e poderemos lutar para a regulamentação do sistema financeiro”, disse o coordenador Jair Alves dos Santos, diretor da Fetec-SP.

O tema do grupo 3 foi a defesa das empresas públicas. Foram debatidas formas de defender os bancos públicos e propostas que levem empresas como a Petrobras a atender realmente aos interesses do povo brasileiro.

“Foi um debate positivo e propositivo, onde os dirigentes apontaram diversas propostas de manutenção e ampliação das lutas em defesa das estatais”, relatou o coordenador Mauri Sergio Martins de Souza, secretário-jurídico da Contraf-CUT.

O tema debatido pelo grupo 4 foi a defesa dos direitos dos trabalhadores. Para combater a PL 4330, que tem o objetivo de prejudicar os trabalhadores, foram sugeridas visitas a cada congressista (senadores e deputados), a fim de cobrar deles uma posição. Também o envio de cartas, a serem protocoladas no Estado de cada parlamentar, exigindo uma posição em relação aos direitos dos trabalhadores.

Os dirigentes também propuseram que os sindicatos se organizem e formem em seus Estados uma rede de relacionamento com outros seguimentos e entidades, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para juntar forças e lutar contra a terceirização, além de intensificar a divulgação dessas manifestações nas redes sociais.

“Foi um debate muito proveitoso. Vamos planejar diversas ações para combater o mal que é a terceirização”, afirmou o coordenador do grupo, Carlindo Dias de Oliveira, o Abelha, da Secretária de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

No caso das MPs 664 e 665, foi proposta a criação de uma cartilha ou folder para explicar, de forma simples e clara, as mudanças que ocorrerão com essas medidas.

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