Financiários debatem ações para melhorar condições de emprego para a categoria

Num momento em que os trabalhadores brasileiros sofrem com a tentativa de retirada dos direitos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, com as reformas Trabalhista e da Previdência, a terceira mesa da 2ª Conferência Nacional dos Financiários discutiu as ações para a luta contra a terceirização do trabalho e a favor de melhores condições de empregos.

A maioria dos financiários presentes afirmou que antes de qualquer estratégia é necessário definir a representação sindical e agir contra a descriminação da categoria. “A sindicalização é a única receita vital para a luta”, Paulo Roberto Garcez, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Talita Régia , diretora do Feted CN e funcionária de cooperativa de credito, acredita que é importante ter uma representação da categoria financeira. “Somos todos dirigentes sindicais não apenas de um banco, mas sim de um sindicato que representa uma categoria completa. Sou trabalhadora do ramo financeiro. Por isso todos nós aqui fazemos parte da Contraf-CUT.”

A terceirização também foi um dos assuntos comentados durante o debate. “Nós do movimento sindical temos de nos preparar para enfrentar um momento difícil, de muita luta, devido a essas reformas, que são muitas”, afirmou o presidente da Fetrafi-RJ/ES.  Ele ainda salientou a necessidade de flexibilizar os acordos “É difícil, mas a gente precisa. Tem banco que não tem condição de pagar o salário. Eu falo banco, pois a maioria das financeiras são originarias em banco.”

Para Talita Régia, é preciso avaliar com cuidado a contratação diferenciada. “O número de bancários está diminuindo, mas eles estão indo para as holdings, ou seja, são terceirizados. Continuam no grupo financeiro. É um assunto que tem de ser discutido, é o nosso papel fazer a organização, não podemos deixar esses trabalhadores de lado”, disse.

Dentre as reinvindicações, os participantes lembraram sobre alteração de data base, parcelamento de férias, Cobrança de Cipa e atuação do delegado sindical. “Se eles não mudarem a data base vão ter greve. Eles têm medo da força dos financiários, caso façamos uma campanha unificada”, afirmou Katlin Salles, diretora do Sindicato dos Bancários de Curitiba.

Os participantes também alertaram sobre a importância de divulgação de conteúdo informativo para que os financiários tenham um contato efetivo com o sindicato. 

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