Estudo revela que desigualdade salarial entre homens e mulheres permanece

Acesso a postos de direção também é restrito para elas
Crédito: Divulgação

Ao longo dos anos, as mulheres têm conquistado cada vez mais direitos e respeito pela sociedade. Porém ainda persistem muitas situações de preconceito e discriminação, principalmente, no local de trabalho. De acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no 4º trimestre de 2019, as mulheres receberam salário menor que o dos homens, mesmo ocupando cargos iguais.
A diferença também pode ser vista nos cargos. A pesquisa revela que entre dez diretores e gerentes, apenas quatro são mulheres. Em média, os homens ganharam R$40, por hora, enquanto as mulheres receberam R$29.
A pesquisa mostra ainda que o desemprego é maior entre as mulheres. Elas representam 13,1% da taxa de desocupação total. Entre os homens, a taxa é 9,2%. Do total de mulheres desocupadas 37% estão procurando emprego há mais de um ano.
Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, o fato das mulheres não estarem fora do mercado não significa que elas não trabalhem. “Elas, aliás, trabalham e muito, pois são as que saem do mercado de trabalho para cuidar da família. E ainda são as responsáveis pelo cuidado do lar, que não são remunerados”, afirmou.
O estudo mostra ainda que, no período, as mulheres gastaram 95% mais tempo em afazeres domésticos do que os homens. Em média, foram 541 horas a mais por ano, equivalente a 68 dias (considerando uma jornada de 8 horas/dia).

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