Em protesto, bancários fecham centros administrativos do HSBC em Curitiba

Bancários fazem manifestação e param quatro centros administrativos do HSBC

A venda do banco britânico HSBC no Brasil motivou protestos em quatro centros administrativos da instituição em Curitiba nesta terça-feira (9). Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, estão fechados os centros Palácio Avenida, Hauer, Kennedy e Xaxim.

O HSBC anunciou que vai vender e encerrar as atividades no Brasil e também na Turquia até 31 de dezembro de 2016. Uma “participação modesta” será mantida no Brasil para atender grandes clientes corporativos, segundo o banco.

Em Curitiba, de acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, são quase seis mil bancários vinculados ao HSBC, mais 1.500 trabalhadores de outras categorias.
“Os centros estão fechados visando a garantia dos empregos. Estamos buscando uma transição com garantia de emprego, vamos dialogar com o Banco Central e com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, afirmou o secretário-geral do sindicato Antônio Luiz Fermino.

Ainda sem o conhecimento de como se dará o encerramento das atividades, o sindicato estima que as demissões diretas e indiretas na capital paranaense podem atingir quase 15 mil profissionais.

“O comércio local vai ser drasticamente prejudicado. Os quatro grandes centros movimentam a economia no entorno com prestação de serviço”, avaliou Fermino.
Por meio de nota, o banco afirmou que está em um processo de venda e não de encerramento de operações no país, já que continuará a atender aos clientes corporativos de grande porte em necessidades internacionais.

“O HSBC está empenhado em garantir a continuidade do negócio e uma transição suave e coordenada para um potencial comprador. HSBC Brasil é parte da HSBC Holdings, uma das maiores instituições financeiras mundiais, com 2,6 trilhões de dólares em ativos e mais de 51 milhões de clientes em 73 países”, diz a nota.

Mudanças

O banco informou que o objetivo das mudanças é acelerar seus investimentos na Ásia, “capturando as esperadas oportunidades da riqueza emergente na região”.

“O mundo está cada vez mais conectado, e a Ásia deverá mostrar alto crescimento e se tornar o centro do comércio global ao longo da próxima década. Estou confiante que nossas ações nos permitirão capturar as oportunidades futuras de crescimento e entregar mais valor aos acionistas”, afirmou Gulliver.

O HSBC estuda ainda a possibilidade de transferir sua sede de Londres para a Ásia – o que deve acontecer até o final deste ano – e busca melhorar suas operações no México e nos Estados Unidos.
Em maio, o principal executivo do banco espanhol Santander no Brasil, Jesús Zabala, declarou que estudaria a possibilidade de adquirir a atividade brasileira do HSBC.

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