Dia Internacional da Mulher Latino Americana e Caribenha é marcado por atos em todo o país

Crianças também participam de ato contra o preconceito racial

O dia 25 de julho, no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher Latino Americana e Caribenha, foi marcado por várias manifestações contra o racismo e preconceito que predominam na sociedade.

Em São Paulo, uma roda de conversa com as mulheres na região do ABC destacou a importância da luta. No centro da cidade, um ato começou na República e seguiu pelas ruas até a igreja dos homens pretos. Durante todo o trajeto, as mulheres recitaram poesias e dançaram ritmos africanos como forma de denúncia contra todos os preconceitos que elas sofrem na sociedade devido a cor de sua pele.

As crianças também marcaram presença na marcha. A coordenadora do Coletivo de Igualdade Racial do Seeb SP, Osasco e região, Ana Marta Lima, ressaltou a importância das mulheres levarem as crianças na marcha.  “Foi lindo e emocionante ver as crianças participando. É importante as mães explicarem logo cedo, ensinar seus filhos a valorizar a sua ancestralidade e a história das mulheres negras na sociedade. Deixar claro que estar nas ruas, lutando, tem um significado muito grande.”, disse.

Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, esse preconceito também pode ser percebido nos locais de trabalho. “Os números do censo deixam muito claro a realidade das mulheres negras, quando observa o número pequeno de funcionárias negras dentro dos bancos.  Ainda há muita discriminação nas contratações e o governo só faz reforçar essas práticas com seu discurso conservador e falta de políticas públicas”, disse.

O fato de ser uma mulher negra coloca as trabalhadoras do setor bancário em posição de desvantagem frente aos demais trabalhadores e trabalhadoras. Analisando a média salarial, uma bancária negra ganha em média 26% menos do que um bancário branco.  

Mesmo com mais anos de escolaridade, representando praticamente metade da categoria bancária (48,3%) e sendo a maioria no Sudeste (51,9%), as mulheres enfrentam maiores barreiras para ascender na carreira no setor financeiro. 

Campanha UniSororidad

Para combater o racismo presente na sociedade e no ambiente de trabalho, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) escolheu o dia 25 de julho para dar início a campanha #UniSororidad. O movimento acontece no dia 25 de cada mês, pela rede social Twitter e reúne informações e protestos sobre a realidade do gênero na sociedade. 

“A campanha foi definida no último encontro da Rede Uni América Mulheres, no qual constatamos que é extremamente importante reforçar a nossa luta de combate à violência contra a mulher. O nosso objetivo é sensibilizar e dar ainda mais visibilidade contra este grave problema e salientar a importância de ações efetivas para o combate à violência”, afirmou Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT.

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