Delegada do Trabalho visita Feeb RJ/ES

(Rio) A Delegada Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, Lívia Arueira, e o Chefe de Fiscalização da DRT, Guilherme Moreira, estiveram ontem na Federação dos Bancários do Rio e Espírito Santo conversando com representantes dos sindicatos filiados. A delegada informou como está a situação da DRT depois do escândalo de corrupção que resultou no afastamento de 40 fiscais. Lívia revelou que a DRT aplica, em média, 48 mil multas por ano e que, hoje, 75% delas estão encaminhadas, ficando os 25% restantes em processamento na casa, o que uma situação inversa à que ocorria antes de sua posse. A delegada revelou ainda que os fiscais também têm metas de fiscalizações a cumprir e que a sede responde por 80% deste total. “Fiscal tem que estar na rua”, defende a delegada.

 

Estiveram presentes os sindicatos de Angra dos Reis, Baixada Fluminense, Campos, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Três Rios. Presente também o deputado federal Antônio Biscaia (PT).

 

Ao final do encontro, a delegada concedeu uma rápida entrevista ao UNIDADE Informativo, da Feeb RJ/ES. Confira:

 

UI – Quais são, hoje, os principais problemas internos da DRT? Podemos dizer que o mal foi cortado pela raiz?

LA – O principal problema é que temos que fazer uma reconstrução do planejamento da fiscalização. O trabalho de fiscalizar as empresas, que já era excessivo, ficou ainda mais dificultado pela redução de efetivo, com o afastamento de 40 fiscais. Estamos fazendo mudanças, mas o mal só vai ser cortado com a fiscalização permanente da sociedade, principalmente os sindicatos.

 

UI – Quais são as irregularidades mais comuns encontradas nas fiscalizações a bancos?

LA – Excesso de jornada, PCMSO e PPRA fora da realidade das agências provocando muitos casos de LER – e não falamos somente do mobiliário. A terceirização é outro problema grave, mas o mais sério é o ritmo imposto, a intensificação do trabalho, que causa uma série de doenças físicas e psicológicas nos bancários.

 

UI – O que o movimento sindical pode esperar da DRT na sua gestão?

LA – São três pilares: Transparência, Eficiência e Ética. Queremos abrir a caixa preta e manter uma relação aberta com a sociedade. Penso que não só a DRT, mas todo o serviço público, deve ter parcerias em políticas públicas.

 

Fonte: Feeb RJ/ES

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