Debates marcam posse da nova diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC

A nova diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC, eleita em abril, tomou posse nesta quarta-feira (1). O novo presidente da entidade, Belmiro Moreira, destacou que pretende ter como marca em seu mandato a formação e comunicação com os bancários. “Estamos juntos iniciando um mandato que é a continuidade de 21 anos de gestão cutista e do Sindicato-cidadão. A formação será nossa linha de frente, e daqui a três anos espero ver que cada um de nós avançou na discussão de temas não só sindicais, mas também políticos”, afirmou.

Eric Nilson, que deixa a presidência, foi homenageado pelos presentes. Ele enfatizou e agradeceu o empenho de todos durante sua administração. Após a abertura da cerimônia, com apresentação dos novos diretores, teve início a primeira atividade da nova gestão, com a palestra da pesquisadora e bancária Ana Tércia Sanches, com o tema “A terceirização no centro da disputa social”.

A palestra apresentou um rápido histórico sobre a terceirização no Brasil e derrubou mitos como o de que terceirizar geraria emprego ou especialização. “O que a terceirização faz é piorar a situação do trabalhador. E realmente reduz o emprego”, apontou Ana. Ela acrescentou que a terceirização favorece a corrupção e promove a privatização do Estado, além da queda na qualidade do atendimento. “Pode reduzir os custos para os empresários, mas aumenta para a sociedade, nos gastos com Judiciário, adoecimento etc”, comparou.

Já a palestra do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, sobre a conjuntura política contemporânea, deu continuidade à programação no período da tarde. Rafael abordou o governo Dilma Rousseff e as principais questões políticas e econômicas em destaque. Também falou sobre a seletividade da mídia ao focar críticas apenas no Partido dos Trabalhadores (PT). “Essa crise, além de ser dura e perigosa, está sendo insuflada (pela mídia). E aí é questão política, não são só as medidas econômicas do governo”, avaliou. Ele lembrou ainda da importância dos sindicatos, cujos representantes não podem se acomodar nem se perpetuar nos cargos.

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