Debate com a população sobre Reforma da Previdência ganha as ruas em Florianópolis

Desde o dia 4 de abril centrais sindicais e movimentos sociais estão empenhados no debate com a sociedade coletando assinaturas contra o projeto apresentado pelo Governo

Nesta terça-feira, 16, a tenda de coletas  de assinaturas contra Reforma da Previdência foi instalada no Centro de Florianópolis na esquina das ruas Deodoro e Felipe Schmidt. Desde o dia 4 de abril centrais sindicais e movimentos sociais estão empenhados no debate com a sociedade coletando assinaturas contra o projeto apresentado pelo Governo.  A tenda democrática, que conta com representantes de vários sindicatos,  está percorrendo diversos pontos na busca de angariar assinaturas.
Nós próximos dias a direção do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região estará percorrendo a sua base na coleta de assinaturas. Assim como os bancários diversas categorias em todo o país percorrerão suas bases para engrossar a representatividade do abaixo-assinado.
Em Florianópolis a receptividade do povo nas ruas e das categorias de trabalhadores organizados está sendo maior do que a expectativa. Todos os dias centenas de assinaturas estão sendo recolhidas. Em todo o país, a estimativa é de cerca de 500 mil assinaturas em menos de duas semanas de campanha.

O Secretário de Políticas Sociais e Sindicais  do Seeb Floripa, Bernardino Ramos de Abreu, alerta sobre a importância da participação dos bancários, “Precisamos nos unir e participar dos debates, defender nossos direitos, pois da forma como esta proposta vem sendo construída atenderá aos interesses dos banqueiros não dos bancários! Nós estamos nas ruas debatendo com a população e coletando assinaturas contra esta reforma. Gostaria de fazer um apelo aos colegas para assinarem este documento e passarem na tenda ou na sede do Sindicato para pegarem cópias e coletarem assinaturas de parentes, amigos e colegas”.
Um detalhe que tem chamado atenção é o grande número de mulheres que têm assinado o manifesto. A reforma será prejudicial para todos os trabalhadores, mas ainda mais para as mulheres. Hoje, a idade mínima para aquelas que vivem abaixo da linha da pobreza e não conseguiram contribuir por 15 anos é de 60 anos. Vai subir para 62 anos. Além disso hoje as mulheres conseguem sua aposentaria após 30 anos de contribuição com a reforma será necessário completar 62 anos de idade para adquirir este direito e não haverá mais aposentadoria só por tempo de contribuição.

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