Contraf-CUT realiza ato do mês da consciência negra no Rio de Janeiro

Como parte das atividades do mês da consciência negra, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou uma grande atividade na cidade do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fetrafi RJ/ES e Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro para mobilizar a população e os trabalhadores para a importância do tema racial.

Dados divulgados pelo Dieese nas últimas semanas assustam pelo grau de discriminação que a maioria dos negros, que representam 54% da população, passam no Brasil. Enquanto 12,8% dos estudantes do nível superior são negros, a população carcerária é composta por 64% de negros. Ao mesmo tempo, nos últimos dez anos aumentou os assassinatos das mulheres negras em 15,4%. O Atlas da Violência também identificou que em 2015, ocorreram 59.080 homicídios. A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras, jovens e de sexo masculino.

Para Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, os efeitos dessa triste estatística no trabalho e na vida, correspondem aos mais de 350 anos de escravidão negra no Brasil. “Com o ‘fim da escravidão’, a população negra não recebeu nenhum incentivo do Estado, sem nenhuma política de educação, saúde, sem direito a terras e a trabalho. Os negros construíram suas moradias nas partes altas da cidade, conhecidas como favelas, por entendemos que em 2018 foram completados 130 anos dessa abolição inacabada.”

Situação dos negros nos bancos

O II Censo da Diversidade, divulgado pela Fenaban em 2014, mostrou que, dos 500 mil bancários que atuavam no setor na época, somente 24,7% eram negros. Deste percentual, apenas 3,4% se declararam pretos e nesta mesma pesquisa nem aparecem dados específicos sobre a mulher negra dentro dos bancos. “Juntos os cinco maiores bancos no Brasil lucraram mais de R$60 bilhões em nove meses e continuam com sua política discriminatória, os negros que trabalham na área recebem, em média, um salário 27% menor do que um trabalhador branco, é muito claro que a cor da pele é um impeditivo para a ascensão profissional, na Bahia, um estado predominantemente negro, a invisibilidade dessa raça é notória”, afirmou Almir Aguiar.

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