Contraf-CUT envia nota de repudio ao assassinato de George Floyd, vítima de violência policial e racismo

Documento foi enviado às entidades de direitos humanos e de trabalhadores

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou, nesta quarta-feira (3), às entidades de direitos humanos e de trabalhadores, uma nota de repudio ao assassinato de George Floyd, vítima de violência policial e racismo, nos Estados Unidos.

No documento, a Confederação se solidariza com o movimento negro americano contra a violência policial contra os negros e também denuncia a discriminação, o preconceito racial no Brasil e a violência policial constante.

Segundo o Anuário da Violência, que compila e analisa dados de registros policiais sobre criminalidade, sistema prisional e gastos com segurança pública no Brasil, em 2019 o levantamento indicou que 75,4% das vítimas pelas polícias brasileiras eram negras.

De acordo com o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, é preciso combater a desigualdade e o preconceito existentes no mundo. “São negros e negras que são assassinados todos os dias por policiais. Tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil, os dados de crimes contra o povo negro são alarmantes e revelam ainda mais a desigualdade e o preconceito”, afirmou.

Veja a nota enviada pela Contraf-CUT à Black Lives Matter Los Angeles, A Philip Randolph Institute (APRI), United Steelworkers (USW), Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO) e demais entidades de direitos humanos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), através de sua Secretaria de Combate ao Racismo, vem através desta, manifestar a nossa solidariedade à família, aos amigos e a todo o povo negro americano pela morte de George Floyd, assassinado em um triste episódio que é fruto da violência policial e do racismo, levando a morte de mais um cidadão negro.

Acompanhamos no Brasil com grande consternação as cenas dessa violência que levou George ao óbito. Situações similares têm se repetido ao longo da história, como nos casos das mortes de Michael Brown em 2014, Walter Scott e Freddie Gray em 2015, Philando Castile em 2016 e tantas outras pessoas da raça negra.

A nossa Confederação, representante da categoria bancária em nosso país, repudia toda forma de violência contra o povo negro e lembramos que no Brasil, a situação também é extremamente grave, com números ainda mais estarrecedores da polícia que mais mata no mundo. Segundo o Anuário da Violência, que compila e analisa dados de registros policiais sobre criminalidade, sistema prisional e gastos com segurança pública no Brasil, em 2019 o levantamento indicou que 75,4% das vítimas pelas polícias brasileiras eram negras, situação claramente agravada pela postura e política discriminatória e violenta contra as comunidades mais pobres do Governo Bolsonaro.

Encerramos esta nota de pesar e repúdio, recorrendo às celebres palavras do pastor americano Martin Luther King, reafirmando a importância da luta em defesa do fim da violência policial e do racismo no mundo:

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Nossos sentimentos e solidariedade,

Almir Aguiar

Secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT

Juvandia Moreira

Presidenta

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