Contraf-CUT cobra emprego em jornal para bancários do Santander

A Contraf-CUT disponibilizou nesta semana aos sindicatos e federações uma nova edição do “Jornal dos Bancários – Especial Santander”, denunciado a política de dispensas imotivadas, rotatividade e corte de empregos, bem como as precárias condições de trabalho. A publicação reforça a luta dos trabalhadores pelo fim das demissões, por mais contratações, pelo fim das metas abusivas e pelo combate ao assédio moral, dentre outras reivindicações.

Clique aqui para ler o jornal.

O material, que está sendo distribuído aos funcionários nos locais de trabalho, divulga a realização do Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais, ocorrido nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo, destacando a aprovação da pauta específica de reivindicações dos funcionários.

O jornal traz o resultado do levantamento feito pela Contraf-CUT e Dieese sobre as demissões no primeiro semestre deste ano no banco. Segundo informações da maioria dos sindicatos para a Confederação, o Santander demitiu 2.604 empregados, dos quais 1.820 sem justa causa. Esse número supera as dispensas no mesmo período de 2012.

Enquanto demite trabalhadores, muitos perto da aposentadoria, para reduzir os custos e melhorar o chamado índice de eficiência, cada diretor do banco vai receber, em média, R$ 5,6 milhões em 2013, o que corresponde a 118,4 vezes o que vai ganhar um caixa no mesmo período, conforme cálculo do Dieese com base no manual da assembleia de acionistas e na convenção coletiva dos bancários.

A publicação mostra o perigo que representa o projeto de lei (PL) 4330, que tramita na Câmara dos Deputados. Se aprovado, os bancos poderão terceirizar até caixas e gerentes, colocando em risco o futuro da categoria bancária. O jornal ainda salienta a mobilização internacional contra as práticas antissindicais do banco.

Negociação cancelada

A reunião do Comitê de Relações Trabalhistas, agendada para a próxima segunda-feira (22), às 14 horas, foi unilateralmente cancelada ontem pelo banco, alegando problemas de agenda, sem a marcação de nova data, frustrando as expectativas dos bancários.

“Trata-se de mais uma enrolação do banco, que revela o descaso com a pauta de reivindicações, entregue no dia 26 de junho ao novo superintendente de relações sindicais, Luiz Cláudio Xavier, e até agora sem resposta para os bancários, principais responsáveis por 26% do lucro mundial do Santander”, protesta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

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