Coletivo Nacional de Formação da Contraf-CUT faz reunião preparatória para 4ª CNF-CUT

A oficina também elencou propostas de formação política para a CUT e apontou para novas perspectivas de formação sindical

O Coletivo Nacional de Formação realizou, no dia 29 de março, em São Paulo, a etapa local preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT (4ª CNF-CUT), que ocorrerá de 27 a 31 de maio, em Minas Gerais.
A etapa local dos bancários debateu os temas que fazem parte da 4ª CNF-CUT, ou seja, foram realizados painéis que refletiram sobre o futuro do trabalho, a luta por direitos, a questão da transição justa, a busca por uma sociedade mais justa e igualitária e as perspectivas de construção do socialismo, considerando o momento histórico e político do Brasil e do mundo.

A oficina também elencou propostas de formação política para a CUT e apontou para novas perspectivas de formação sindical, incluindo temas como comunicação, linguagem, organização sindical, novas tecnologias, mística, juventude, mulheres, entre outros assuntos relevantes.

Para Walcir Previtale, secretário de Formação Sindical da Contraf-CUT, a 4ª CNF-CUT acontece em um momento importante, porém, crítico, da história brasileira. “A forte cultura do individualismo que se sobrepõe as questões da coletividade, o ataque aos direitos sociais e as entidades sindicais, as intensas mudanças no mundo do trabalho, por exemplo, nos coloca diante de vários desafios.”

Como organizar e representar todos esses trabalhadores diante de uma precarização avassaladora do trabalho? Qual modelo de organização sindical dará respostas às transformações aceleradas no qual passa o mundo do trabalho? E a questão do brutal desemprego? E as políticas de geração de empregos de qualidade, não somente a qualidade salarial, mas o conteúdo e sentido do trabalho? Quem e como gerar esses empregos”?

São algumas questões importantes, cruciais para a produção e reprodução da vida material, porém, que sofrem fortes ameaças no mundo atual.

“Acreditamos que a formação política e sindical pode ajudar muito em um processo de defesa intransigente da dignidade da pessoa humana e do trabalho decente. Para tanto, precisamos pensar e colocar em prática uma formação que pressupõe projeto, planejamento, intencionalidade e, principalmente, continuidade”, finalizou Walcir Previtale.

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