PA: Categoria bancária reage às arbitrariedades do Santander com paralisação

O Dia 31 de janeiro foi marcado como um Dia Nacional de Luta da categoria bancária contra uma série de arbitrariedades que estão sendo praticadas pelo Santander em todo país. Em Belém, o Sindicato organizou manifestação na agência Almirante Barroso, a qual teve suas atividades suspensas em protesto contra o banco espanhol, que no anseio de pôr em prática os efeitos nefastos da antirreforma trabalhista, desrespeita a Convenção Coletiva de Trabalho vigente sem sequer consultar os funcionários ou seus representantes sindicais.

O Santander implantou um sistema para forçar seus funcionários a assinar um Acordo Individual de Banco de Horas Semestral. Além disso, o banco está orientando seus empregados a fazerem as homologações na própria agência e não mais no Sindicato.

Também sem nenhuma negociação, o banco informou a alteração do dia de pagamento dos salários, do dia 20 para o dia 30, e os meses de pagamento do 13º salário, antes março e novembro, agora passam a ser maio e dezembro.

Os trabalhadores também sofrem com os aumentos abusivos do plano de saúde, que tem causado dificuldades para muitos deles bancarem os custos. Outro problema constante no banco é o grande número de demissões. Nos últimos dias, o banco dispensou 200 funcionários.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários tem vigência até 31 de agosto de 2018. No Santander há também um Acordo Aditivo.

“A atitude que está sendo tomada pelo Santander pode muito bem ser aplicada nas demais instituições bancárias. Por isso, não apenas o funcionalismo do Santander, mas toda a categoria bancária deve reagir e lutar em defesa dos seus direitos e pelo respeito à nossa CCT vigente. Essa paralisação de hoje é uma demonstração de que não aceitamos retirada de direitos e exigimos respeito”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, Gilmar Santos.

“Fortalecer essa manifestação e as paralisações no Santander é um dever de toda a categoria bancária. Os bancos querem colocar em prática todo o pacote de maldades da reforma trabalhista a qualquer custo, tendo em vista que essa reforma foi encomendada pelos banqueiros e demais empresários apoiadores do golpe à democracia em nosso país. A classe trabalhadora deve lutar unida, pois só a luta pode garantir os nossos direitos”, ressalta a dirigente da Contraf-CUT no Pará, Rosalina Amorim.

“O Santander intensifica suas práticas antissindicais com a retirada unilateral da representação dos sindicatos na homologação de demissões, na mudança de data de pagamentos de salários e benefícios, e também com tentativa de imposição de parcelamento de férias aos moldes da antirreforma trabalhista. Por conta de tudo isso estamos realizando esse dia nacional de lutas e paralisações no Santander, pois se não cruzarmos os braços agora a situação poderá piorar muito mais”, enfatiza o dirigente da Fetec-CUT Centro Norte e funcionário do Santander, Márcio Saldanha.

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