Caixa está `querendo` mais mobilização dos bancários

(São Paulo) Ontem, na reunião que terminou depois das 8 horas da noite na sede da Contraf-CUT, a direção da Caixa Federal não avançou em praticamente nada do que havia sido discutido na rodada anterior. Disse, em relação à isonomia, que não concorda com licença-prêmio e ATS, alegando impedimentos legais, como as resoluções do Departamento de Controle das Estatais, DEST.

Em relação ao Plano de Cargos e Salários, reafirmou posição de negociar, mas quer discutir tudo em conjunto, vinculando ao saldamento do REG/Replan da Funcef.

A novidade foi que anunciou a reabertura do saldamento até o final do ano e que existe a possibilidade de apresentar novo PCS mesmo com muita gente não aderindo, mas ressalvou que “a baixa adesão vai influir no custo da proposta”.

Ameaça na PLR
Um dos absurdos falados pelos representantes da Caixa na mesa de negociação foi que “vai ter dificuldade para discutir a parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados, PLR”, por conta de projeção de rentabilidade menor.

“Protestamos e mostramos que essa postura é absurda. Os bancos, aí incluída a Caixa, vêm batendo recordes de lucratividade a cada balanço. E têm de repassar parte desses ganhos a quem trabalha e se esforça o inteiro”, afirma Plínio Pavão, coordenador da Comissão de Empresa dos Empregados e diretor da Contraf-CUT. “Ao contrário, reafirmamos que além do aumento real queremos uma PLR melhor que a do ano anterior”.

Em relação ao PCS, os representantes dos bancários disseram que há a necessidade de ter algo de concreto ainda na campanha nacional, que isso não pode ser jogado para o futuro. “O que ficou claro é que temos de aumentar nossa mobilização e discutir seriamente a greve para mudar a postura da direção da Caixa”, conclui Plínio.

Aposentados
Em relação às reivindicações dos aposentados, a única resposta positiva que a Caixa deu foi quanto ao pessoal do chamado PMPP, cuja solução os representantes da empresa afirmaram que está praticamente concluída, aguardando apenas a posição final da Secretaria de Previdência Complementar no sentido de autorizar esse segmento a finalmente poder fazer parte do quadro da Funcef. “Essa é uma importante conquista, porque esses companheiros participaram da construção da Funcef e não podem usufruir a complementação da aposentadoria, mas temos outras importantes reivindicações como a extensão do auxílio-alimentação a todos os aposentados”, afirma Plínio.

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