Bancos abrem 544 empregos no setor bancário em janeiro de 2016

Os bancos brasileiros abriram 544 postos de trabalho no Brasil, em janeiro de 2016, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Roberto von der Osten, Presidente da Contraf-CUT, lembra que, no encerramento do quarto trimestre de 2015, os bancos comemoraram os maiores lucros da sua história combinado com a redução de 9.886 postos de trabalho. “Esperávamos que a partir de janeiro de 2016 os bancos voltassem a contratar, fato que se deu, ainda que num número muito abaixo da nossa expectativa. Será difícil, se este saldo positivo de contratados continuar muito baixo, fechar o ano com os níveis de emprego do início de 2015.”

Mesmo com o balanço positivo, nove estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram no Rio Grande do Sul, com 43 cortes, e Rio de Janeiro, com 29 cortes. Os estados com maiores saldos positivos foram Pernambuco, Bahia e Ceará, com geração de 108, 102 e 75 novos postos, respectivamente.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que apenas a Caixa Econômica Federal apresentou saldo negativo no período (-82 postos de trabalho). Os Bancos Múltiplos com Carteira Comercial, categoria que engloba grandes instituições como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC, geraram 577 novos postos.

Desigualdade entre Homens e Mulheres permanece

As 1.427 mulheres admitidas nos bancos no primeiro mês de 2015 receberam, em média, R$ 3.065,92. Esse valor corresponde a 83,9% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro recebiam R$ 5.281,06, o que representou 73,4% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos.

"As contradições de gênero continuam presentes no emprego bancário: as mulheres continuam sendo contratadas e desligadas com salários menores do que o dos homens. É uma clara discriminação que ainda não conseguimos superar", lamentou Roberto von der Osten.

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