Bancários mantêm resistência à jornada ilegal no Santander

Banco requereu uma liminar na Justiça para impedir a ação de esclarecimento do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre sobre a ilegalidade da jornada de trabalho

O Santander orientou os seus funcionários que iriam prestar “educação financeira voluntária”, neste sábado (11), pelo segundo fim de semana consecutivo na agência da Oswaldo Aranha, no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre. O banco também requereu uma liminar na Justiça para impedir a ação de esclarecimento do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre sobre a ilegalidade da jornada de trabalho.
As ações do Santander fortalecem os argumentos do Sindicato. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, também funcionário do Santander, Mauro Salles, diz que essas duas ações são a prova de que o trabalho voluntário não passava de um pretexto para uma ilegalidade. “O Santander insiste em descumprir a lei. Insiste em chamar de voluntariado. Uma das provas é que hoje (sábado, 11/5) os bancários só se retiraram da agência com autorização do superintendente. Tinha hierarquia. É um evento organizado pela empresa”, avaliou Mauro.
Assessor jurídico do Seeb Porto Alegre, o advogado Breno Vargas, esteve desde as primeiras horas da manhã na frente da agência do Santander no bairro Bom Fim. Até o meio-dia do sábado, não havia decisão ou pronunciamento do juizado responsável pela avaliação da liminar do Santander para impedir o trabalho do Sindicato. Breno explicou que, assim que houver decisão judicial sobre o interdito proibitório, a assessoria jurídica irá se manifestar nos autos.
“Fica evidenciada a ligação entre a ação social e a marca Santander pela escolha do local que é a agência bancária. Quando o evento é deslocado para a agência, isso gera, no mínimo, a necessidade de investigação quanto a licitude”, pondera o advogado.

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram