Bancários do MT elegem delegados para Encontros Nacionais da Caixa e do BB

Foi eleita em Assembleia Extraordinária, realizada na terça-feira (11.06), a delegação que representará o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb/MT) no  35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (35ºCONECEF) e 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (30º CNFBB), que serão realizados, nos dias 01 e 02 de agosto, em São Paulo. 

Para o presidente do Seeb/MT, Clodoaldo Barbosa, esses encontros serão fundamentais para a luta em defesa dos bancos públicos. “Precisamos tirar uma estratégia nacional em defesa da CAIXA e do BB, em defesa dos direitos dos trabalhadores e o patrimônio público, pois, são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma.

“Os bancos públicos cumprem um papel social relevante ao país. Ao invés de serem precarizados como forma de facilitar a privatização – com fechamento de agências, redução do quadro de funcionários e queda da oferta de crédito – deveriam ser fortalecidos”, completa o presidente. 

Caixa e BB juntos possuem 37,4% das agências bancárias do país e estão presentes em municípios e regiões periféricas. Entretanto, de 2015 a 2017, a direção do Banco do Brasil fechou 777 agências. Já a direção da Caixa, por sua vez, cortou 12.791 postos de trabalho desde 2015.  

A Caixa, por exemplo, chegou a ser responsável por mais de 70% dos financiamentos habitacionais. A Lotex, fortemente ameaçada de privatização, em 2016 repassou R$ 4,8 bilhões para cultura, esporte, Fies, seguridade, saúde e Fundo Penitenciário Nacional. Também em 2016, a Caixa liberou R$ 78,6 bilhões em crédito para saneamento e municípios. Isso sem falar do Bolsa Família, que no mesmo ano repassou R$ 27,4 bilhões para 75,5 milhões de beneficiários.

Já o BB, possui sozinho 70% da carteira de crédito agrícola do país e, junto com o Banco do Nordeste, é o maior ofertante de crédito para o Pronaf (Progama Nacional de Fortalecimento Familiar), que garante ao produtor rural juros de 5,5% ao ano. Sem o programa, esses juros seriam de 70% ao ano. Enfraquecer o BB é o mesmo que encarecer a comida que chega na mesa do brasileiro.

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