Bancários defendem prevenção contra assaltos na audiência pública em Igrejinha

Os bancários participaram na terça-feira, dia 4, de audiência pública sobre segurança, na Câmara de Vereadores de Igrejinha, no interior do Rio Grande do Sul. A discussão foi uma iniciativa do Sindicato dos Bancários do Vale do Paranhana, diante da violência dos assaltos que acontecem na região e preocupado com a proteção da vida dos bancários, vigilantes e clientes dos bancos.

Também estiveram presentes dirigentes do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários) e Fetrafi-RS, além de autoridades, vereadores e representantes de várias entidades, totalizando cerca de 80 pessoas.

Proteger a vida dos trabalhadores e clientes

“A iniciativa do Sindicato do Vale do Paranhana é admirável, pois fizeram um excelente trabalho de mobilização junto à sociedade da região. A preocupação com a segurança bancária, com a instalação de portas giratórias antes do autoatendimento, vidros blindados nas fachadas das agências, câmeras de circuito interno ligados a polícia, não visam somente assegurar a vida dos bancários e clientes, mas da população”, observa o funcionário do BB e diretor de Comunicação do SindBancários, Flávio Pastoriz.

Para ele, “uma agência com esses dispositivos desencorajaria a ação dos bandidos”. Além disso, “os bancos estão concentrados nas regiões centrais das cidades, e durante um assalto há chance de uma bala perdida atingir um transeunte”, completou Pastoriz.

O diretor jurídico do SindBancários e representante da Fetrafi-RS no Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Lúcio Paz, apresentou o relato das iniciativas de bancários e vigilantes na busca por melhores condições de segurança aos trabalhadores, clientes e usuários das instituições financeiras, inclusive a sugestão de um projeto de lei pertinente ao tema.

“É fundamental podermos dialogar com a comunidade em fóruns como este, onde o Executivo e o Parlamento Municipal se demonstram sensibilizados com a insegurança bancária e se interessam por debater os instrumentos necessários para dificultar e diminuir essa intranquilidade. Cada um deve cumprir com a sua cota de responsabilidade”, salienta Lúcio.

Onda de ataques a bancos no RS

O dirigente sindical destacou os índices crescentes de ocorrências no Rio Grande do Sul, em especial o aumento dos assaltos e sequestros no interior do Estado. “Temos um índice neste primeiro bimestre na ordem de 33% superior às ocorrências no mesmo período do ano passado, o que é inadmissível”, afirma.

O aposentado do BB, Luiz Ricardo Ramos, o Baiano, saudou a iniciativa do Sindicato do Vale do Paranhana a da Câmara de Vereadores, que recebeu a demanda do movimento sindical e conduziu a audiência pública.

“As instituições financeiras sempre obtêm lucros bilionários. É inadmissível que não invistam em segurança, principalmente o BB que acumulou em 2009 mais de R$ 10 bilhões de lucro líquido. Além de tratar mal seus funcionários, impondo metas abusivas, o banco não tem cumprido todas as normas em relação à segurança dos bancários, que estão no dia-a-dia na linha de frente e tem contato direto com os bandidos no momento de um assalto”, conclui.

Do Sindicato do Vale do Paranhana estiveram presentes os diretores Ana Betim, Francisco Dutzig e Tânia Figueiró. Já o Executivo foi representado pelo vice-prefeito Vanderlei Petry e a Brigada Militar pelo sargento Júlio César. Várias autoridades locais, vereadores, secretários municipais e bancários também compareceram.

Mais rigor nas fiscalizações

O presidente da Comissão Única de Pareceres da Câmara, ao final da audiência, cobrou da Prefeitura rigor nas fiscalizações, frisando que existem leis que ainda precisam ser regulamentadas e, se for preciso, que o Legislativo vai procurar os meios judiciais para garantir a eficária das leis. Na oportunidade foi anunciada a entrada de um projeto que trata de horários de estacionamento para carros fortes.

A direção do Sindicato do Vale do Paranhana agradeceu ao secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, “que não pode estar presente, mas enviou um valoroso material para contribuir no debate”. Lúcio, Pastoriz e Baiano também foram cumprimentados.

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