Bancários de Rondônia fazem passeata no 30º dia da maior greve dos últimos 25 anos

Os bancários de Porto Velho promoveram, na manhã desta quarta-feira (05), uma passeata pelas ruas do Centro da cidade para levar à sociedade em geral um esclarecimento sobre esta que é a greve mais demorada dos últimos 25 anos, que hoje completou 30 dias de paralisação em todo o país e já se iguala à greve de 2004, a maior até então.

Com uso de carro de som, dezenas de trabalhadores em greve acompanharam o cortejo onde lideranças sindicais explicavam que os bancos, mesmo em tempos de crise, lucraram quase R$ 30 bilhões só nos seis primeiros meses de 2016, e por isso mesmo teriam condições de atender às reivindicações da categoria e essa greve já teria sido encerrada há muito tempo.

Na noite de hoje o Comando Nacional dos Bancários se reúne com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para uma nova rodada de negociações que pode – ou não – dar um fim à greve.

"Esperamos que surja, enfim, uma proposta decente por parte dos bancos, pois este descaso com os trabalhadores e com a população em geral não pode continuar. A greve prejudica e atinge a todos, e sabemos que foram os bancos que empurraram os trabalhadores para a greve, mais uma vez, ao não atender à pauta de reivindicação e, principalmente, neste ano, querer implantar uma política de índices rebaixados e que só trás perdas para a categoria", mencionou Euryale Brasil, secretário geral do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

O presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia (SEEB-RO), José Pinheiro, está em São Paulo participando da mesa de negociação com os banqueiros.

Em todo o país a greve só tem ampliado a cada dia, inclusive com o aumento da adesão dos bancários dos bancos públicos como a Caixa, Banco do Brasil e Banco da Amazônia.

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