Bancários de Porto Alegre celebram greve proibida de 1979

Categoria reafirma luta da categoria

Há 40 anos, quando era aprovada a lei da anistia no Brasil, os bancários de Porto Alegre viviam um dia decisivo na greve proibida de 1979, deflagrada em plena ditadura militar. Em 9 de setembro, uma assembleia na frente da sede da Fetrafi-RS teve o então líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva como um de seus principais oradores, e 3 mil bancários decidiram manter a greve pelo quarto dia consecutivo.

Se naquele ano a greve garantia pela força da decisão coletiva ao menos um dia a mais de piquetes e lutas, o movimento chegava a um dilema: aceitar uma proposta dos banqueiros ou desafiar o regime autoritário e seguir lutando pela liberdade dos dirigentes presos e pelo fim da intervenção no Sindicato dos Bancários.

Exatos 40 anos depois, na segunda-feira, 9 de setembro de 2019, os bancários tiveram um dia especial e uma noite cinematográfica e comemorativa, celebrando uma luta histórica da categoria e dos trabalhadores gaúchos.

“Nossa intenção foi trazer a tona, nos dias de hoje, um dos momentos mais marcantes do SindBancários e do sindicalismo no estado, quando enfrentamos uma greve de 15 dias em 1979, em plena Ditadura Militar. Hoje, quando o país está sob um governo que desmonta direitos trabalhistas e ataca a democracia, é fundamental le lembrar aquela data, quando tivemos Olívio Dutra e mais três dirigentes do Sindicato presos”, sintetizou Gimenis.

Ele destacou que o SindBancários sempre assumiu a linha de frente no movimento sindical e na parceria com os movimentos sociais. “Até o primeiro presidente da CUT no Rio Grande do Sul foi o bancário José Fortunati”, citou.

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram