Bancários de Mato Grosso engrossam protestos contra reestruturação na Caixa

Contra a reestruturação administrativa e fechamento de agências, empregados da Caixa se mobilizam na manhã desta terça-feira, Dia Nacional de Luta, 12 de abril. Os empregados da Caixa e o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro (Seeb-MT) paralisaram a Agência Cidade Verde, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá por duas horas. Os protestos, conforme as orientações da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) acontecem em todo o país.

De acordo com as informações do secretário de comunicação e imprensa do SEEB/MT e empregado da Caixa, John Gordon, as medidas de reestruturação na Caixa foram anunciadas em 10 de março, e no mesmo dia foram repassadas aos trabalhadores sem grandes esclarecimentos e sem diálogo com o Sindicato.  “A Fenae e Contraf-CUT já encaminharam ofício reivindicando a suspensão imediata da reestruturação em todo o país e a abertura de diálogo com a categoria. Uma decisão que mexe com postos de trabalho e direitos dos trabalhadores não pode ser tomada de forma unilateral e arbitraria”, afirma

Segundo o empregado da Caixa e diretor do SEEB/MT, Luiz Edwiges, a falta de diálogo e de transparência mostra a falta de respeito com os trabalhadores por parte dessa direção do Caixa.  “A Caixa é o maior banco público com função social, por isso representa parte da solução para o Brasil enfrentar a crise. Portanto, para fortalecer a Caixa é fundamental ampliar o número de empregados e não fechar departamentos e extinguir funções, a reestruturação vai na contramão do fortalecimento da Instituição”, critica.

O presidente do Seeb/MT, José Maria Guerra,  defendeu a contratação dos aprovados no último concurso público, realizado em 2014, e lembrou que a Caixa é a maior articuladora das políticas sociais do governo. “A CAIXA tem assumido um protagonismo importante no Estado e nos Municípios, viabilizando recursos para habitação, saneamento, opera um número crescente de convênios e de benefícios sociais, mas todas essas demandas exigem atendimento de qualidade à população, o que só é possível com condições dignas de trabalho e com empregados valorizados”, frisou ressaltando que o Sindicato reivindica as nomeações dos concursados e repudia essas medidas de reestruturação.

Para os empregados da Caixa a situação é de insatisfação e de muita inquietação. Os bancários lembraram-se do clima vivido em outros processos de reestruturação, citaram, inclusive, o caso do bancário da Caixa em Brasília que se suicidou, pulando do 7º andar do edifício sede da Instituição. Para eles a reestruturação é nefasta e desumana, pois mexe com a vida das pessoas e das nossas famílias. Traz muitas incertezas, pois não sabemos onde vamos trabalhar, se vamos ficar em Cuiabá, Várzea Grande ou teremos que ir para alguma cidade do interior.

Judicialização – Paralelo à mobilização, as entidades sindicais estão buscando outras frentes para paralisar a reestruturação. Uma delas é a via judicial.  O SEEB/MT também peticionou uma ação cautelar contra a Caixa Econômica pedindo a suspensão do processo de reestruturação anunciado unilateralmente pelo banco, por abusividade e ilegalidade. No Distrito Federal e na Paraíba a Justiça do Trabalho concedeu liminares aos Sindicatos dos Bancários locais suspendendo o processo de reestruturação da Caixa nessas bases territoriais.

 

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