Bancários de gaúchos protocolam junto ao MPC-RS representação que fundamenta pedido de suspensão da venda de ações do Banrisul

Em reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, realizada na tarde desta quarta-feira, 02/05, na Assembleia Legislativa, com a presença do deputado José Nunes (PT), foi proposta pelo presidente do SindBancários, Everton Gimenis, a instalação de uma CPI para investigar as recentes vendas de ações do banco e as irregularidades envolvidas no processo. Além disso, houve concordância na entrega, ainda nesta quarta-feira, à Casa Civil do governo estadual, de um Pedido de Informações sobre aspectos nebulosos dos leilões dos papéis do banco estadual.

E não é tudo. Às 17h desta quarta-feira, deverá ser entregue ainda um pedido de investigações ao procurador-geral do MPC, Geraldo Da Camino, sobre as irregularidades que envolveram as vendas de ações, nos dias 10 e 27 de abril. Também foi definida a entrega de um pedido de investigação ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, Iradir Pietroski, no final da manhã da quinta-feira, 03/05.

Estado promove “gestão temerária”

“Hoje o estado pratica uma gestão temerária”, afirmou Gimenis. “Esta questão não pode ficar apenas na esfera jurídica, pois também são ações políticas que estão destruindo o patrimônio estadual”, argumentou.

O presidente da Frente Parlamentar, deputado Zé Nunes (PT), mostrou-se favorável às medidas propostas pelo SindBancários. “Não há tempo a perder. Sartori já mostrou que quer vender tudo o que puder para viabilizar o final de seu governo. E até a existência do Banrisul com as características e o papel social que o banco tem estão hoje ameaçadas, pois o projeto deste governo é ver a instituição gerida por uma visão de mercado”, acrescentou.

Voto do mercado

Durante a reunião foi lembrado ainda que no leilão de sexta-feira, dia 27/04, as ações vendidas foram ordinárias, com direito a voto. O fato gera ainda maior preocupação, pois começa a abrir as portas para que o mercado intervenha na gestão do Banrisul. Os participantes da reunião na Assembleia Legislativa destacaram ainda que tanto a venda de ações do dia 10 quanto as do dia 27 não tiveram divulgação pública ampla nem anúncio de fato relevante”, como determina a lei.

Rebaixamento do valor das ações

Também foi apontado o fato gravíssimo que sugere ação para o rebaixamento proposital do valor das ações nestas vendas, o que materializa perda material para o estado. “O Rio Grande está sofrendo dano neste processo”, disse Gimenis.

Ação cautelar

O deputado Zé Nunes disse que será solicitado ao procurador-geral do MPC uma ação cautelar para suspender e frear toda esta movimentação, devido ao acúmulo de irregularidades que estão sendo registrados. “Isto não anula outras eventuais ações judiciais que estejam sendo impetradas. Nosso objetivo é exigir mais e melhores informações do governo do estado e anular tudo o que já foi feito”, concluiu.

Também participaram da reunião na Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público o secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner, e a diretora da Fetrafi-RS Denise Falkenberg Corrêa.

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