Bancários de Florianópolis debatem importância das empresas públicas

Durante a atividade os dirigentes do Sindicato percorreram diversas agências denunciando para a população a postura dos nossos governantes que seguem na contramão do Mundo.

Para demonstrar a importância de empresas públicas na vida do povo brasileiro, os bancários da base de Florianópolis dialogaram com a população, nesta sexta-feira, (4), dia marcado para atos nacionais em defesa dos bancos públicos.

Durante a atividade os dirigentes do Sindicato percorreram diversas agências denunciando para a população a postura dos nossos governantes que seguem na contramão do Mundo. O Secretário de Comunicação do Sindicato, Cleberson Pacheco Eichholz, alertou para o contexto de radicalização do discurso de entrega do patrimônio público “Ouvimos essa falácia da venda do patrimônio público para salvar investimentos desde os anos 1990. É a velha história de que o estado é muito pesado e que precisa ser mínimo. Essa experiência de vender patrimônio não deu certo em nenhum lugar do mundo. Estatais foram vendidas e as dívidas só aumentaram. Capacidade de investimento se tem com as empresas públicas que são lucrativas e ajudam a desenvolver as regiões”, disse.

Desde 2000, ao menos 884 serviços foram reestatizados no mundo, segundo o Transnational Institute (TNI), centro de estudos em democracia e sustentabilidade, sediado na Holanda. As reestatizações aconteceram com destaque em países centrais do capitalismo, como Estados Unidos e Alemanha. Isso ocorreu porque as empresas privadas priorizavam o lucro e os serviços estavam caros e ruins, segundo dados levantados entre 2000 e 2017 pelo TNI.

Já no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, liderada pelo ultraliberal Paulo Guedes, tem pressionado para que seja vendida uma estatal “por semana” pelo menos. Em agosto, Guedes confirmou que o governo deve privatizar 17 estatais ainda neste ano. “Vamos acelerar as privatizações. Tem gente grande que acha que não vai ser privatizado e vai entrar na faca”, afirmou o ministro. “Tem uma competição [mundial] para fazer negócio com a gente e estamos em alta velocidade. Vamos dançar com os americanos e com os chineses”, disse ainda.

No entanto, das dez maiores empresas do mundo, tendo-se como referência o valor total do ativo detido, segundo a revista Forbes, em 2018, 60% são empresas estatais, pertencentes a China, Estados Unidos e Japão.

Além disso Estados capitalistas contemporâneos produziram também empresas estatais multinacionais, que operam estratégias econômicas em defesa de suas economias para além de suas fronteiras.

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram