Ato em defesa da Aposentadoria reúne trabalhadores de várias categorias

Protesto é em resposta a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados

Trabalhadores de várias categorias se uniram a professores, lideranças populares e estudantes, nesta sexta-feira (12), em Brasília, para realizar mais uma grande mobilização: Ato Nacional em defesa da aposentadoria, da educação pública de qualidade e por mais empregos. A atividade, organizada pela Central Única dos Trabalhadores, União Nacional dos Estudantes (UNE) e demais centrais sindicais, é em resposta a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

O governo Bolsonaro tenta impor a todo custo a reforma da Previdência com a justificativa de recuperar a economia do país. Porém, para o ex-ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, a reforma não vai promover crescimento econômico, nem gerar empregos. “A reforma da Previdência vai retirar dinheiro de circulação, porque os trabalhadores, aposentados e pensionistas terão menor renda para consumir”.

O ex-ministro afirmou ainda que mesmo se o governo voltar a investir, o que ele acha muito difícil, não haverá recuperação econômica, pois quem tinha padrão de consumo maior, agora com salários e aposentadoria menores, não vai ter poder de compra e, consequentemente, haverá uma queda da renda interna do país”, explicou.

Os trabalhadores serão os mais impactados com as mudanças na lei da aposentadoria. Segundo a proposta, eles terão de alcançar a idade mínima para se aposentar: de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o que tornará o sonho de se aposentar quase impossível. Além disso, para receber 100% do benefício, será preciso contribuir por 40 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos para mulheres e de 20 anos para homens. Neste caso, receberão apenas 60% do benefício.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, ainda há tempo para lutar e barrar a retirada de direitos dos trabalhadores. “Não podemos nos dar como vencidos, estamos no meio da batalha. É estudante junto com trabalhador lutando pelos direitos da juventude e da classe trabalhadora”, disse.

Ele lembrou ainda que, “a proposta de Bolsonaro ganhou o primeiro turno da Câmara com a ajuda de parlamentares que só votaram pelos interesses pessoais, mas ainda temos a segunda votação e o Senado para reverter esta batalha”, afirmou.

Atividades pelo país

Inicialmente, a CUT e demais centrais convocaram somente o ato nacional em Brasília, mas outros dez estados também organizaram atividades locais para fortalecer a luta. Em todas as regiões do país acontecerão mobilizações contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por empregos.

Ceará

No Ceará, foi realizado um ato em defesa da aposentadoria em frente à Superintendência da Previdência, no centro de Fortaleza.

Pará

Os trabalhadores do Pará realizaram um ato público e panfletagem em frente ao Mercado Municipal, no bairro de São Brás, em Belém.

Maranhão

O Dia de Lutas Contra a Reforma da Previdência, corte na educação e por empregos no Maranhão contou com coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, em frente a biblioteca Benedito Leite.

Paraíba

Na Paraíba os trabalhadores realizaram panfletagem e coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência. Os servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) paralisaram as atividades nesta sexta.

Pernambuco

Em Pernambuco, a atividade aconteceu no centro da capital. Durante o dia também foi realizada a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado das centrais contra a reforma da Previdência e panfletagem na Estação central do metrô, no bairro de São José, em Recife.

Piauí

Contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos, no Piauí, aconteceu um ato em frente ao INSS, no centro de Teresina, próximo à Praça Rio Branco. Os trabalhadores do comércio cruzaram os braços em defesa da manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho anterior, reajuste linear de 5%.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato aconteceu na Praça XV, no centro da cidade.

Rio Grande do Norte

Na capital do Rio Grande do Norte, o “Natal em Luta” aconteceu em dois momentos. Às 8 horas na Praça Iapissara Aguiar, também conhecida como Praça de Eventos da Zona Norte, no bairro Potengi. E às 14 horas no calçadão de João Pessoa, na cidade alta.

Rio Grande do Sul

A ação unitária no Rio Grande do Sul realizou a “Caminhada da Resistência – Não à Reforma da Previdência em Defesa da Educação” na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, o Dia de Luta contra a Reforma da Previdência foi realizado com ações em várias cidades: Florianópolis, em Jaraguá do Sul, Chapecó e Criciúma.

Sergipe

Em Sergipe, o ato unificado ocorreu no calçadão ao lado da Caixa Econômica Federal.

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